Dani Alves sobre amistoso com a Alemanha: "se você não pode mudar o passado, tem que tentar mudar o presente"

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Pedro Martins I MoWa Press
Lateral será o capitão no último compromisso da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo

Capitão da Seleção Brasileira para o último amistoso da Seleção Brasileira, Dani Alves conversou com a imprensa e falou sobre o reencontro com a Alemanha, nesta terça-feira, às 15h45 (de Brasília), no estádio Olímpico, em Berlim, após o fatídico 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014.

"É um clássico mundial, e sempre há uma certa dificuldade quando você enfrenta equipes desse nível. Tenho falado muitas vezes quando sou questionado sobre isso que se você não pode mudar o passado, tem que tentar mudar o presente. Estamos aqui para fazer isso. Também temos boas recordações de jogos contra a Alemanha, mas são desafios novos e totalmente diferentes do que aconteceu. O grau de dificuldade existirá tanto para uma parte como para outra. Esperamos estar à altura dessa ocasião e botar em prática todo o trabalho requerido por parte da nossa comissão.", disse.

"Acredito que será um grande jogo, houve evolução nítida na nossa Seleção desde que o professor assumiu. Mas elogios e críticas às vezes debilitam, você não pode absorvê-los se não ajudar a crescer, ser melhor do que somos. O professor é bastante experiente para saber absorver elogios quando eles chegam. Expectativa é ter um grande desempenho e fazer um grande jogo, nos preparamos todos os dias para isso. É um grande teste, são esses adversários que vamos enfrentar no futuro.", completou.

Fagner Coutinho I Brasil Rússia I 22 03 18
Foto: Pedro Martins / MoWa Press

Em 19 jogos até aqui, Tite elegeu 15 capitães diferentes. Daniel Alves já era dono do posto de jogador que mais vezes teve a responsabilidade. O amistoso contra a Alemanha será a quarta vez. 

Veja outros pontos da coletiva:

Braçadeira de capitão:   "Acredito que o professor tem dado a braçadeira e ele sabe que para nós isso não tem muita relevância, o fato de usar ou não a braçadeira. Os que tiverem oportunidade de usar, estaremos bem representados. Importante é todos terem a consciência de que há importância de cada um. Somos bem conscientes em relação a isso, não me sinto mais nem menos importante por usar a braçadeira. Nosso grande capitão é o professor, que comanda nosso barco."

Seleção favorita com Dunga?  "Isso é colocar areia no trabalho dos outros e não fazemos isso. Valorizamos todas as pessoas com quem trabalhamos, elas tentam fazer seu melhor e muitas vezes não conseguem. A diferença do professor para o trabalho que tínhamos antes são ideias novas, o futebol evoluiu com ele, e nós evoluímos com ele nesse período. É o grau de maturidade que precisamos para competir e sermos fiéis ao nosso trabalho. Pelo histórico, temos um grau de favoritismo em qualquer competição. Mas temos que fazer por onde para que essa possibilidade aumente."

Defesa da Alemanha: "Sinceramente, só posso dizer que estamos preparados para enfrentá-los. Se eu falar como vamos fazer, facilitamos a vida dos adversários. Nossa comissão estudou bem e os conceitos nós temos guardados, temos certeza de que vamos por em prática nossa forma de enfrentar adversários assim, sem perder nossas características. O que nos difere de outras seleções é nossa qualidade técnica individual, mas não podemos facilitar."

Philippe Coutinho I Brasil Russia I 23 03 18
Foto: Getty Images

Coutinho:  "Acredito que o Coutinho é um jogador do mesmo nível do Ney, tem uma influência incrível no nosso jogo, na própria equipe. Quando estava no Liverpool e agora no Barça. Tem evoluído bastante e aprendido a ler melhor o jogo, as tomadas de decisões. E isso é prazeroso, jogar com um jogador desse nível, desse perfil. Temos outros parecidos. Somos privilegiados de poder jogar com grandes jogadores e tê-los ao nosso lado é muito melhor do que conta. Temos que extrair o melhor deles em prol do grupo e construir uma equipe sólida."

Relação com a família:  "É inevitável levar a família onde quer que esteja, é o mais importante que temos na vida. Em todos os momentos, bons ou não tanto, sempre será nosso alicerce. Aprendi com meu pai a dar seu melhor, aconteça o que acontecer, você vai poder descansar bem. Às vezes nosso melhor não é suficiente, mas nem por isso vamos deixar de continuar fazendo."

Conversa com Neymar:  "Não, conversamos sobre várias coisas, mas sobre isso não. Acredito que nem precise, o próprio jogo diz o quanto é importante, a dificuldade que teremos. O mais importante é enfrentar as situações e competir com elas."

 

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