Cuca sobre demissão do São Paulo: "pela primeira vez fui xingado, é a pior coisa que existe"

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Lucas Uebel / Correspondente
Confira as declarações do ex-treinador do Tricolor em coletiva após saída

Cuca não é mais o treinador do São Paulo. Após sequência de resultados ruins, o técnico decidiu pedir o boné e deixar o cargo à disposição da diretoria. Após a notícia de sua queda sair na imprensa, o ex-comandante do clube concedeu entrevista, junto com Raí, diretor de futebol da equipe, tornando o anúncio oficial.

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O treinador, entre outras coisas, ressaltou que ficou ‘machucado’ depois de ser xingado após a derrota em casa contra o Goiás, neste último dia 25 (quarta-feira). Irritados com o fraco desempenho da equipe, os poucos torcedores que foram ao Morumbi entoaram cantos ofensivos ao agora ex-técnico.

Perguntado sobre como está se sentindo após a saída, Cuca se mostrou abalado com os xingamentos: “Lógico que estou muito triste, esperei 15 anos para estar aqui de novo. Como vou estar feliz? É a primeira vez em todos os clubes no futebol que eu fui xingado. É a pior coisa que existe, dói demais. Até dei risada de um cara que me chamou de cabelo de boneca. Dói. Passei duas vezes em Flamengo, Fluminense, Galo, Santos e isso dói demais. A ideia de ir embora lógico que não é só minha. Se perguntar para maior parte da torcida eles também queriam. Às vezes não é ser bom ou ruim. A minha vida vai continuar a amanhã ou depois estarei em outro clube.”

Confira mais declarações do ex-treinador do São Paulo:

Decisão:

“Senti que era o momento de sair. Os jogos não foram contundentes em questão de desempenho e nós acabamos por entender assim. Quero agradecer Raí, Pássaro e Leco. Se as coisas não saíram certo não foi por culpa deles. Não deu liga no que eu penso de futebol. Esperei muito tempo para vir para o São Paulo e esperava sair com conquistas e não aconteceu. Desejo sorte ao São Paulo.”

 

Padrão de Jogo:

“Não sei qual é o problema. Eu tentei. Vocês bateram muito padrão de jogo. Queria explicar: todo ser humano tem característica. Eu tenho a minha. Outros têm seus métodos. Gosto de marcação alta e time rápido. Não gosto de time com morosidade para construir.”

 

Objetivos:

“Se hoje você for perguntar para todos não é o caso de eu estar me demitindo. Se eu estou colocando meu cargo à disposição e eles aceitam eles não estão felizes. O torcedor não está feliz também. O investimento foi alto, o São Paulo não apresenta o padrão de jogo. Eu expliquei o padrão de jogo que não combinou. Então foi isso que conversei com a diretoria e eles entenderam que outro modelo pode ter uma arrancada nesse final. Eu não queria sair do São Paulo, eu demorei muito para vir para cá. Eu queria muito uma conquista, mas ela não veio.”

 

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Herança do Trabalho:

Você passar seis meses não é o ideal. O São Paulo é um lugar especial, mas não fluiu, não deu aquele liga que a gente sente, dá gente tocar e as coisas irem. O resultado mesmo nas vitórias a gente teve de fazer muita força. Foi no meio das mexidas, mas naturalmente poucas vezes aconteceram. Por isso essa decisão para o São Paulo ter essa sequência. O sentimento que poderia ter sido melhor. O torcedor tinha uma confiança no meu trabalho. Mudanças importantes no elenco foram feitas. Que seja uma semente que fique plantada.

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