Cruzeiro de Mano pela primeira vez volta de um mata-mata com 0 a 0

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Mano Menezes Palmeiras Cruzeiro Copa do Brasil 12092018
Alexandre Schneider/Getty
Em jogos de ida pela Libertadores ou Copa do Brasil, a Raposa ainda não havia tido o resultado que teve nesta terça, contra o River Plate

O Cruzeiro volta de Buenos Aires com um bom resultado no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. Nesta terça-feira (23), ficou no empate sem gols contra o River Plate, que teve mais oportunidades, dominou o jogo e ainda desperdiçou um pênalti nos últimos minutos da partida realizada no Monumental de Nuñez.

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Com o resultado, a Raposa precisa de qualquer vitória simples para eliminar o atual campeão e seguir para as quartas de final. Qualquer igualdade a partir de um gol, entretanto, favorece os argentinos, uma vez que a Libertadores segue adotando a regra do gol qualificado – também conhecido, popularmente, como “a regra do gol fora de casa”.

O que isso quer dizer? O Cruzeiro precisará jogar buscando a vitória, sem ficar demasiadamente no campo de defesa, explorando os contra-ataques – que é o ponto forte nesta equipe treinada por Mano Menezes, que inclusive desta forma chegou às redes, em gol anulado com a ajuda do VAR, contra o River Plate, em lance finalizado por Marquinhos Gabriel.

Evidente que o saldo geral do empate é positivo: por ter sido fora de casa, contra um River Plate que é o atual campeão, e pelas circunstâncias envolvendo o penal desperdiçado no fim por Matías Suárez.

A missão marcada para a próxima terça, no Mineirão, exigirá uma atuação completa da equipe de Mano Menezes. Se o trabalho do técnico é marcado, na Toca da Raposa, pela excelência nos mata-matas [vide o bicampeonato da Copa do Brasil], também vale ressaltar que Mano jamais trouxe para Belo Horizonte um empate sem gols seja na Libertadores ou Copa do Brasil. É uma realidade nova para o seu Cruzeiro.

Apesar de reconhecer a necessidade de melhorar, Mano Menezes - assim como seus jogadores - insistiu na confiança de voltar para casa precisando de uma vitória simples.

"O futebol é completo. Não podemos fazer só uma parte. Quando fizemos só uma parte, como no primeiro tempo, sofremos muito. Ajustamos isso no segundo tempo, e nos deu condição de fazer a transição do contra-ataque. Mas a última parte do contra-ataque tem que melhorar", disse em sua entrevista coletiva.

"Um jogo dessa grandeza, é feito por partes, uma parte influencia a outra. Mesmo sofrendo como sofremos, essa confiança que se ganha levando para decidir em casa se transforma em uma confiança maior".

 

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