Crise financeira faz Internacional demitir e cortar investimentos

Iarley, ex-jogador e ídolo do clube, será desligado de sua função nas categorias de base; Colorado estima economizar R$ 55 milhões em 2021

O Internacional vive uma das piores crises financeiras de sua história de 112 anos, com uma dívida a curto prazo de aproximadamente R$ 400 milhões. A última gestão, do presidente Marcelo Medeiros, fechou o ano de 2020 com um déficit de 90 milhões.

A atual gestão do presidente Alessandro Barcellos assumiu o clube com a promessa de reduzir custos e repactuar dívidas. No departamento de futebol, a direção já conseguiu reduzir a folha de pagamento em cerca de R$ 2 milhões mensais, com rescisão de contrato com jogadores que estavam fora dos planos. Hoje, o gasto do Inter com o grupo profissional está em torno de R$ 10 milhões.

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Na última semana, o empresário de futebol André Cury, que agencia as carreiras dos jogadores colorados Yuri Alberto, Maurício e Praxedes, esteve no estádio Beira-Rio cobrando uma dívida de R$ 28 milhões.

“Nós conversamos com o André Cury, ele é um parceiro do clube, esta dívida é antiga, de outras gestões. Nós conversamos, reconhecemos a dívida, vamos pagar, mas pedimos um tempo para quitar”, disse Alessandro Barcelos para a reportagem da Goal.

Iarley Internacional coordenador base 2020 Campeão da América e do Mundo, Iarley trabalhava na base colorada desde 2016 (Foto: Reprodução/Twitter)

Mas não é só no futebol que a direção pretende atuar na redução de gastos. Nesta quarta-feira (7), serão demitidos 63 funcionários das mais diversas áreas do clube. Nomes como o do ex-jogador Iarley, um dos principais atletas do grupo que foi campeão da Libertadores da América e do Mundial em 2006 e que estava trabalhando nas categorias de base do Inter, foi desligado.

Sem mencionar nomes, o Internacional divulgou nota oficial confirmando as saídas de funcionários de diversas áreas, com a justificativa de realizar ajustes financeiros em função dos prejuízos causados pela pandemia da Covid-19.

Além das demissões, a direção também irá diminuir investimentos em todas as áreas do clube. O objetivo é economizar R$ 55 milhões até o final do ano.

“Nós chamamos esta situação das demissões e cortes nos investimentos de “Efeito Camelo”, onde nos vamos gastar agora, nas rescisões, nas demissões, mas no final do ano teremos uma economia prevista de 55 milhões de reais”, declarou uma fonte ligada a direção colorada, que pediu para não se identificar.

Enquanto isso, o Inter também cogita a venda de jogadores ao longo dos próximos meses, com o próprio presidente admitindo que "não existe atleta inegociável" no elenco do clube neste momento.

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