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Coutinho não foi a referência que a seleção precisava e vê futuro ameaçado

07:00 BRT 08/07/2019
Coutinho Reinaldo Tapia Brasil Peru Copa America final 07072019
O camisa 11 não foi o criador, assistente ou referência nos momentos difíceis que se esperava. Com retorno de Neymar, é quem vê a vaga em maior ameaça

Philippe Coutinho comemorou o título de Copa América, conquistado pela seleção brasileira após vitória por 3 a 1 sobre o Peru, domingo (07), no Maracanã. Vibra pelo presente, mas o futuro pode não ser dos melhores para um jogador apontado com a expectativa de ser a liderança técnica que conduziria a equipe de Tite à taça na ausência do cortado Neymar.

Embora tenha tido um brilho aqui e outro ali nesta vitoriosa campanha continental, Coutinho não cumpriu com nenhuma das expectativas depositadas sobre seu papel: craque do time? Daniel Alves e Everton Cebolinha dividiram este rótulo, um por escolha da organização e outro pelo poder decisivo e carinho do torcedor ao longo da competição. Também não foi a grande mente criativa do time, apesar de estar solto no meio do 4-2-3-1 com liberdade para fazer o que bem entendesse na fase ofensiva.

Nem mesmo os seus dois gols e única assistência pesaram tanto no caminho rumo ao título: os dois tentos aconteceram na estreia contra a Bolívia, o pior time na disputa da Copa América, sendo o primeiro deles em pênalti conquistado por Richarlison; a assistência foi dada na goleada por 5 a 0 sobre o Peru, ainda na fase de grupos, quando o Brasil já vencia por 2 a 0 e via o adversário se desmantelar na Arena Corinthians.

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A vitória por 3 a 1 sobre o Peru foi um resumo desta Copa América feita pelo jogador do Barcelona: os seus melhores momentos foram quando o Brasil vencia por 2 a 1, já no segundo tempo, e quando a expectativa crescia pelas suas arrancadas, ele tomava a escolha errada com uma constância grande. Tanto, que apesar de ter sido quem mais arriscou finalizações no Maracanã [4] não acertou nenhuma delas na direção da meta defendida por Gallese. Acima de tudo, este caráter mais descartável como titular foi desenhado no segundo gol: Roberto Firmino recuou e fez um desarme perfeito no meio-campo antes de Arthur virar o criador, limpar a marcação para dar o passe perfeito arrematado por Gabriel Jesus. No momento em que a seleção mais precisava, Coutinho não apareceu como esperado.

No campo das estatísticas este desempenho abaixo também está escrito: Firmino, que recuava para criar constantemente, terminou a Copa América como líder de assistências [3], Gabriel Jesus na ponta-direita foi quem mais deu passes-chave com a bola rolando e Everton Cebolinha, do outro extremo, foi artilheiro e melhor em campo na final. Com o retorno de Neymar esperado para o seguimento do ciclo visando o Mundial de 2022, poucos jogadores veem sua posição tão ameaçada quanto Philippe Coutinho.