Corinthians foi novamente prejudicado pela arbitragem, mas principal preocupação é a queda vertiginosa e a falta de reação no returno

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© Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Timão somou apenas 12 dos 33 pontos que disputou no segundo turno e vê vantagem na liderança cair para seis pontos


GOAL Por Fernando H. Ahuvia 

O Corinthians deixou o estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (23), reclamando (com razão) do árbitro Rodrigo Raposo (DF), que acabou tendo influência direta na derrota do Timão para o Botafogo por 2 a 1 ao não aplicar o segundo cartão amarelo para Rodrigo Pimpão em falta em cima de Gabriel quando o duelo estava 1 a 1 e, principalmente, ao não assinalar pênalti de Igor Rabello em Jô no último lance do duelo válido pela 30º rodada do Campeonato Brasileiro. A preocupação maior que o clube alvinegro deve ter, porém, é com a queda vertiginosa de rendimento da equipe.

Após fazer o melhor primeiro turno da história do Brasileirão, com 14 vitórias e cinco empates, o Corinthians caiu demais no returno. O time comandado por Fábio Carille somou apenas 12 dos 31 pontos que disputou, um aproveitamento de 36,36%.

O Timão vê a vantagem na liderança cair para seis pontos em relação ao Palmeiras e ao Santos. Diferença essa que não acontecia desde a que tinha para o Grêmio na 15º rodada. Além disso, no dia 5 de novembro, o Corinthians faz confronto direto contra o Verdão, em Itaquera.

Contra o Botafogo, o time foi muito mal mesmo após mais uma semana livre de treinos. Os erros da arbitragem, não só ontem, mas em alguns outros jogos tem que ser reclamados, mas não podem servir como desculpa. Pela primeira vez, o Corinthians chega a três jogos consecutivos sem vencer na competição.

Corinthians PS - 24/10/2017

 

O excesso de erros de passes é um dos fatores mais preocupantes. Somente contra o Botafogo foram 32. Além disso, o time voltou a sofrer na marcação de jogadas pelo alto que acabaram culminando nos dois gols do Botafogo. Agora, já são 11 sofridos em bolas aéreas.

A falta de criatividade também é algo que merece atenção. O Corinthians teve muito mais posse de bola, mas criou metade das chances reais de gol em relação ao adversário, que foi melhor em quase todo o confronto. Fica clara a falta que está fazendo uma participação mais efetiva dos homens de criação (Jadson e Rodriguinho). No banco, Carille só tem Danilo com essas características, mas o meia está há mais de um ano sem atuar por conta de graves lesões e não teria condições de atuar por muito tempo.

O Corinthians ainda tem uma vantagem considerável, mas precisa reagir. O próximo duelo, domingo (29), contra a Ponte Preta, em Campinas, passa a ser crucial não só para manter a vantagem, mas para resgatar a confiança do elenco antes do decisivo clássico contra o Palmeiras.

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