Copa do Mundo e Política: Quando um gol contra é a sentença de morte

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Getty
Andrés Escobar foi morto dez dias após voltar da Copa de 1994, na qual fez um gol contra. Um erro cometido na Copa justifica esse assassinato?

Em 2 de dezembro de 1993, Pablo Escobar, o narcotraficante mais famoso do mundo, morria en Medellín. Mas o negócio dos contrabandos, das mortes, ameaças e sequestros continuava normalmente. Nessa mesma época, a Colômbia teve a melhor seleção de sua história até então. Uma equipe capaz de golear a Argentina por 5 a 0, em pleno Monumental de Núñez, pelas Eliminatórias da Copa de 1994.

Tudo parecia se relacionar, porém ninguém sabia como. Naquele contexto de violência, nomes como Carlos Valderrama e Faustino Asprilla eram cotados a se tornarem estrelas no Mundial. A sorte e o desempenho, no entanto, não acompanharam os Cafeteros nos Estados Unidos, e o otimismo que estava com eles até então, se reverteria numa maré de azar sem fim.

Na segunda partida daquela Copa, contra os Estados Unidos, donos da casa, os colombianos foram derrotados por 2 a 1. O gol que sacramentou a vitória rival foi um tento contra, marcado pelo jovem zagueiro Andrés Escobar. Esse erro foi a sentença de morte do defensor, que foi assassinado em Medellín, dez dias depois de voltar à Colômbia.

A hipótese mais aceitável sobre o assassinato do defensor é relacionada a uma discussão com membros de um cartel da cidade. Humberto Muñoz Castro teria discutido com o defensor, na saída de uma discoteca, e em seguida disparou seis tiros de um revólver calibre 38 contra Escobar. O jogador do Atlético Nacional não resistiu aos ferimentos morreu. René Higuita, Víctor Hugo Aristizábal e Mauricio Serna, colegas de seleção, tiveram que reconhecer o cadáver. Ele estava no local errado, na hora errada.

Andrés Escobar
(Foto: Getty Images)

Foi por conta de uma aposta perdida pelo fato de a seleção ter sido eliminada precocemente da Copa? Uma discussão que resultou em um homicído? Há vínculo com o narcotráfico? As teorias são diversas. A verdade? Não existe uma que se conte de maneira oficial. Sobre o autor do assassinato, ele foi condenado a 43 anos de prisão. Todavia, por uma reforma da constituição e bom comportamento, foi libertado após o cumprimento de 11 anos da pena. Essa pena reduzida, ao final das contas, deixa outra mensagem...

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