Conheça Christopher Nkunku - o garoto do PSG que vem substituindo Neymar

Ele idolatra Marco Verratti e fica mais à vontade jogando pelo meio, mas o jovem tem se saído bem em ocupar o espaço deixado pelo brasileiro

A temporada atual tem sido um tanto frustrante para o jovem meia Christopher Nkunku, do Paris Saint-Germain. No último ano, ele enfim fez sua estreia pelo time profissional, com 20 jogos e um total de 1307 minutos disputados.

Nesta temporada, ele não tem sido tão agraciado com chances. Há duas semanas, ele jogou 17 minutos mas, até então só havia somado 164 minutos em campo - menos que duas partidas completas.

A lesão do brasileiro Neymar, no entanto, abriu as portas para o jogador de 20 anos, e permitiu que ele cavasse um lugar mais cativo nos planos do clube de Paris para o futuro.

Foi uma oportunidade que ele agarrou com as duas mãos. Em sua primeira partida como titular diante do Troyes, há uma semana, ele balançou as redes.

 

Nkunku PSG MetzFoto: Getty

Enquanto o técnico Unai Emery curava as feridas de seu elenco após a eliminação decepcionante da Champions League nas mãos do Real Madrid, Nkunku recebeu novamente uma oportunidade de roubar os holofotes, dessa vez em casa, diante do Metz, no último final de semana.

Com uma atuação de personalidade, mas sem abrir mão do coletivo, ele aproveitou a chance com honras.

Após 20 minutos de bola rolando, ele se livrou da marcação para receber o passe de Marco Verratti, abrir espaço para dar o primeiro toque e mirar no canto do gol adversário. Pouco depois, ele marcou o segundo gol em três jogos, com um chute preciso da entrada da área.

Um gol com o pé esquerdo, outro com o direito, ele por pouco não fechou o hat-trick pouco antes do intervalo em função de um impedimento. Seja como for, fez uma partida mais do que satisfatória.

"A dobradinha que eu marquei foi uma grande felicidade para mim, especialmente porque não consegui jogar muito nessa temporada", ele explicou após a partida. "Sabia que, mais cedo ou mais tarde, a chance viria. Espero continuar a aproveitá-la."

Para alguém que parecia tão fora dos planos, ele conseguiu manter uma tranquilidade notável.

Cristopher Nkunku PSG Lille Coupe de la Ligue 14122016Foto: Getty

"Não existe qualquer sentimento de vingança", disse o meio-campista, no PSG desde 2010. "Todos sabem que a equipe depende mais de uns jogadores do que outros. Somos jovens, aprendemos muito ao lado dos grandes jogadores."

Nkunku não é um jogador insubstituível, mas se mostrou muito útil à causa do PSG. Embora não tenha jogado muitos minutos na temporada, sua capacidade de jogar em diversas funções o fez cair nas graças de Unai Emery.

De fato, o jogo pela ponta esquerda que ele desempenhou há algumas semanas não é seu lugar de origem, e sim uma função mais intermediária. Ninguém, até o momento, viu nele um jogador de funções mais avançadas - ao menos, não no time profissional.

Com um baixo centro de gravidade, ele mantém a bola com tranquilidade e está preparado para trabalhar em prol da defesa. Não é para menos, então, que ele tem sido comparado a um companheiro de time em particular.

"O jogo de Marco Verratti me inspira. Não é um cara grande, mas sabe usar muito bem o corpo", disse Nkunku em 2015, após fazer sua estreia profissional.

Mas há, no entanto, a questão da evolução. Nkunku não irá conseguir desenvolver todo o seu potencial jogando aqui e ali, mas a projeção de quantos jogos irá disputar no futuro segue pequena, apesar da boa fase.

Cavani Nkunku Lorient PSG Ligue 1 12032017Foto: Getty

Uma série de equipes abordou o Paris por seu empréstimo na metade do ano passado, e novamente em janeiro. Quando o próximo verão chegar à Europa, mais propostas devem chegar.

A impressão é de que, em um contexto geral, essa temporada foi um passo para trás para Nkunku, que viu Timothy Weah deixá-lo para trás como o jogador mais jovem a vestir a camisa do PSG: atualmente, é o sétimo no ranking.

Para voltar a avançar novamente, quem sabe não chegou a hora de explorar a opção de ser emprestado.

Ele já mostrou que é bom demais para se frustrar no banco de reservas, sem ganhar chances.

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