Como um jogador que era questionado em diversos aspectos se torna pilar de uma equipe?

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Getty Images
Ederson sofreu com críticas e receio por conta do valor pago pelo Manchester City e, com o passar da temporada, mostrou que veio para ficar

A temporada 2017/2018 foi marcante para Ederson. Ele começou como um jogador relativamente desconhecido, sequer lembrado para a Seleção Brasileira, para ser o goleiro de um dos maiores times do mundo e convocado para a Copa do Mundo. Isso é fruto da crença do Manchester City nele, a ponto de desembolsar 35 milhões de libras (cerca de R$ 169 milhões). Muito para alguém dessa posição. Mas a aposta se pagou com o passar do tempo.

Se analisarmos o ano do City, percebemos que algumas peças foram vitais para o desempenho do time como um todo, e Ederson foi um deles. Além de ser ótimo com as mãos, também tem noção de jogo com a bola nos pés, o que fez fluir o estilo de jogo da equipe. Apesar da concorrência com Claudio Bravo, veterano e já conhecido de Pep Guardiola, o brasileiro conseguiu superar as adversidades para mostrar o seu valor.

É perceptível o fato de ele não sentir nenhuma pressão. Basta olhar como ele se posiciona e recebe a bola, a 10 metros da marca do pênalti, com os adversários se aproximando. Ele não titubeia, apenas vira o jogo e acha algum companheiro, mesmo que seja no campo de ataque. 

A calma dele sob pressão é, em alguns momentos, incômoda. Não parece algo que um ser humano qualquer faça, mas sim, a de alguém com sangue frio, que não se abale com qualquer coisa, como Ederson mostrou ser.

Ederson Manchester City
(Foto: Getty Images)

Além dos lançamentos, o jeito como joga com as mãos é algo totalmente diferente para um goleiro. Ele consegue fazer lançamentos longos, daqueles que a bola viaja até o meio-campo, e encontra os companheiros de equipe. Isso impressiona a todos.

As defesas também chamam a atenção. Algumas delas, tão decisivas que foram cruciais para os rumos da equipe, como a intervenção dupla no Old Trafford lotado, o chute salvo no reflexo contra o Burnley e um pênalti defendido nos últimos minutos, que decretou o empate e manteve a invencibilidade dos Citizens.

Esses são poucos exemplos do tamanho da contribuição de Ederson para o sucesso na temporada. Ele não teve que trabalhar tanto, muito por conta de as bolas não chegarem tanto ao gol. E, quando chegam, ele está pronto para fazer valer o salário que ganha.

O potencial dele é enorme, e o contrato renovado até 2025 justifica isso. A convocação para a Rússia, na última segunda-feira (14), é outro motivo importante para acreditar que o futuro do goleiro é promissor, e, se depender de como foi esse último ano, tem tudo para que seja com o Manchester City.

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