Começa julgamento de Marin nos Estados Unidos por corrupção na Fifa

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Ex-presidente da CBF é acusado de sete crimes

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, preso desde 2015 por envolvimento no escândalo de corrupção na Fifa, começará a ser julgado pela justiça dos Estados Unidos nesta segunda-feira (5), em Nova York.

Em maio de 2015, Marin e outros seis dirigentes da Fifa haviam sido presos a pedido dos Estados Unidos em um hotel de luxo de Zurique onde estavam hospedados, às vésperas do congresso da Fifa.

O ex-dirigente é acusado de receber propinas em negociações de direitos de TV em edições da Copa América e ainda suborno em contratos da Copa do Brasil.

Marco Polo del Nero Sepp Blatter Jose Maria Marin Fifa Congress 11062014
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Marin diz ser inocente. Entre os 42 dirigentes ligados à Fifa acusados de fazer parte de um grande esquema de corrupção que teria movimentado US$ 200 milhões (R$ 662,7 milhôes) em vários países, somente o brasileiro, Manuel Burga (ex-presidente da Federação Peruana de Futebol) e o paraguaio Juan Ángel Napout (ex-presidente da Conmebol) ainda não se declararam culpados.

A defesa de Marin passou os últimos dois anos tentando, em vão, enfraquecer a acusação. O dirigente pediu, por exemplo, à Justiça norte-americana a anulação da acusação de participação de “grupo conspiratório”, o equivalente à formação de quadrilha no Brasil, o que agravaria a sua pena, e teve o recurso indeferido. Mais recentemente, reclamou de gravações usadas como provas contra ele.

 

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