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Corinthians

Bando de Loucos: Na Mesma Praça, No Mesmo Banco…

16:16 BRST 25/10/2017
Fabio Carille Botafogo Corinthians Brasileirao Serie A 23102017
"É preciso crescer na reta final para não passar o maior vexame da história do Futebol Internacional. Não vamos passar essa vergonha"

Por Luís Butti, de São Paulo


Sinal amarelo. Tropeço contra o Botafogo nesta segunda, empate contra o Grêmio quarta passada, derrota para o Bahia alguns dias atrás e os segundos colocados (Santos e Palmeiras) com seis pontos de diferença. Ok, ainda é considerável, acho que ninguém na história nunca tirou (se tirou, nunca foi mais que uma ou duas vezes), mas o Corinthians toda hora perder pontos no mesmo erro está me incomodando.

Desde o começo do segundo turno, o Corinthians simplesmente não pára de levar gols de cabeça ou de bola aérea em geral. Não sei se é a ausência do Pablo, mas está chegando a um ponto que parece uma sketch de A Praça É Nossa, de tão repetitivo e previsível. Você treina, treina, treina e vai para o jogo sabendo que vai tomar o maldito gol de bola alçada.


(Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

Pior: não satisfeito, o Corinthians insiste em também tentar bolas aéreas para fazer os seus gols. Mas só tem Jô. Os demais ofensivos são baixinhos. O que torna a tarefa bastante complicada. Talvez seja um dos motivos que o Corinthians reduziu demais a sua produtividade e seus gols.

O Corinthians, na ânsia em resolver e tentar evitar bolas aéreas, acaba sempre caindo na mesmice. Nesta segunda, contra o Botafogo, fez um gol lindo, trançando bolas e triangulando. Tinha tudo para virar o jogo, mas caiu na tentação de recuar e ir para a maldita bola aérea. Foi vítima justamente dela.

Duas vezes.


(Foto: Juan Mabromata I Getty Images)

Pra piorar, estamos vivendo uma fase péssima de Fagner e Arana, com baixo índice de acerto de cruzamentos. Mas o time de Carille, sabe Deus porque, insiste em resolver tudo pelo alto. Seja, para segurar ou para tentar fazer os gols. Pode ser um dos motivos do rendimento ter despencado. A saída é o chão. Pelo corredor central. Onde os meias podem chutar e surpreender os goleiros. Ou deixar Jô cara a cara com os goleiros adversários com dois cantos para escolher e não apenas um.

A gordura do primeiro lugar caiu muito. É preciso crescer na reta final para não passar o maior vexame da história do Futebol Internacional. Não vamos passar essa vergonha. Carille vai resolver isso logo.

Mas acredito que o mapa da mina não será pelo alto.