Atlético, campeão da América 2013: a indescritível euforia preto e branca

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Da quarta estrela libertadora em Assunção a mais um milagre do Acreditar no Gigante da Pampulha

Saber sentir a derrota rapidamente; ouvir o buzinaço dos paraguaios nas ruas de Assunção, lembrar dos argentinos, e voltar a Belo Horizonte para Acreditar novamente.

O Galo havia sofrido mais uma derrota por 2 a 0 longe de casa. Na semifinal, o algoz havia sido o Newell’s Old Boys, na terra de Lionel Messi; e na decisão, a capital do Paraguai foi o palco de uma nova pancada. No entorno do Defensores del Chaco, as camisas preto e brancas do Olímpia giravam no ar em meio à euforia de buzinas, gritos de êxtase e uma festa ensurdecedora.

Essa “loucura futebolística” sempre me fascinou – nunca acharei fácil descrever em detalhes os sentimentos de vitoriosos e derrotados após uma partida de futebol. Gritos de campeón eram ouvidos diante da proximidade da quarta estrela libertadora, um patamar que somente três argentinos – Independiente (7), Boca Juniors (6) e Estudiantes (4) – e um uruguaio – Peñarol (5) – haviam alcançado em território sul-americano.

Victor Atlético-MG Olimpia 24072013 Copa Libertadores(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Ronaldinho Gaúcho era lembrado “com carinho” pelos paraguaios e para os torcedores do Atlético sobrou apenas a tristeza pelo revés e – para qualquer um que falasse português também – a tensão para se esquivar dos olimpistas mais exaltados.

Ao deixarmos o Defensores, falhamos em escapar dos cuspes e tapas literais; felizmente algo que ficou apenas como um ponto podre em meio a um mar de alegria quase interminável.

Contudo, tudo tem um fim. O Acreditar lotou o Gigante da Pampulha, Jô vislumbrou a furada alheia e chutou com precisão, Léo Silva cabeceou e olhou a bola lentamente estufar a rede adversária e, finalmente, a pelota explodiu na trave após arremate de Giménez na quinta e última cobrança de pênaltis do Olímpia.

A euforia permaneceu preto e branca, mas foi épica, inédita e atleticana. Vivenciei milagres sequentes e aquela loucura que se manterá indescritível.

*Fernando Almeida é jornalista e trabalhou como repórter dos jornais O Tempo e Super Notícia. Cobriu de perto a inédita conquista do Galo em 2013

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