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Coronavírus

Atacante brasileiro do Wuhan revela rotina de treinos na China

09:56 BRT 09/05/2020
Rafael Silva no Wuhan
Rafael Silva defende o Wuhan Zall, da cidade que foi o epicentro inicial na pandemia do novo coronavírus

Criado nas categorias de base do Corinthians e com rápida passagem pelo Coritiba, o atacante Rafael Silva construiu sua carreira no futebol profissional na Ásia e, desde 2018, é um dos principais jogadores do Wuhan Zall – equipe situada na cidade chinesa que foi o primeiro grande epicentro do novo coronavírus.

Hoje, enquanto a Covid-19 segue em sua curva ascendente aqui no Brasil, na China a situação já é menos calamitosa do que foi meses atrás. Tanto que Rafael hoje já consegue treinar com sua equipe. Contudo, o atacante de 28 anos não esconde que a situação está longe de ser como era antes.

“O comportamento das pessoas mudou bastante”, disse em entrevista para o DAZN. “Você nota que eles não querem chegar perto, não querem ter contato, mas acho que isso é normal. O mundo inteiro está passando por isso, e a forma que você pode se contaminar é essa, tendo contato com outras pessoas. Então eles procuram evitar, mas você vê no olho das pessoas, quando vai ao supermercado, que eles estão em pânico ainda”.

“Estou bem feliz de ter voltado para Wuhan, já comecei a treinar... a primeira semana foi bem complicada aqui. Tivemos que fazer exame. Se não me engano, foram três vezes, então eles monitoraram bastante a gente. A gente tem que ir para o treino e direto para casa, a recomendação deles foi essa. Foi bem controlado e, depois de tudo isso, ninguém estava com o vírus, ninguém estava com problema nenhum e agora estamos com a vida praticamente normal”.

“Essa está sendo outra situação bem chata para a gente, porque não sabemos de nada, não temos informações de quando começa a liga. E o que nos resta é esperar, continuar treinando e torcer para que comece em breve”.

“O Clube é o lugar onde eu fico mais seguro, tirando minha casa, porque ali nós fizemos o teste várias vezes e ninguém teve problema nenhum. Então ali eu sei que eu não corro risco de me contaminar. Então ali eu me sinto feliz, vou para o treino, faço minha parte, volto para casa... Os treinamentos estão sendo normais, como em uma pré-temporada qualquer”.

“E pra manter a gente em segurança, é fazer aquilo que o clube passou: evitar sair de casa, sair somente se for preciso mesmo e voltar rápido. Usar sempre máscara, álcool em gel, e assim vamos nos mantendo em segurança”, completou.