Argentina tem muito a melhorar se quiser evitar nova derrota para a Venezuela

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Três meses depois de perder por 3 a 1 em Madri, Albiceleste ainda vê como única saída a fé na individualidade para seguir viva na Copa América

Argentina e Venezuela se enfrentam nesta sexta-feira (28), pelas quartas de final da Copa América, e por incrível que pareça a Albiceleste está longe de ter o rótulo de favorita absoluta: tanto pela campanha ruim até conseguir a classificação na última rodada da fase de grupos, quanto pela última lembrança do confronto. Pouco mais de três meses atrás, o time comandado por Lionel Scaloni foi derrotado por 3 a 1 pela equipe Vinotinto justamente no amistoso que marcou o retorno de Messi após o Mundial de 2018. E os argentinos ainda têm muitas lições a serem aprendidas para não repetirem os erros daquela noite em Madri.

Naquele 22 de março, Salomón Rondón abriu o placar logo nos primeiros minutos, Jhon Murillo ampliou no segundo tempo e Josef Martínez finalizou de pênalti após Lautaro Martínez ter diminuído. A imprensa argentina não poupou críticas pela péssima atuação, que exacerbou o quanto a equipe treinada por Scaloni já estava desorganizada: desesperado com a superioridade venezuelana nos primeiros 45 minutos, o treinador precisou mudar o sistema 3-4-2-1 montado às pressas para um 4-3-3. Trocou o pneu com o carro andando, como diz o chavão popular.

Melhorar o sistema defensivo

Para não ser derrotado novamente para os venezuelanos, o desempenho da Albiceleste precisa melhorar em quase tudo. Levando em consideração tanto aqueles 3 a 1 de março quanto a atual campanha na Copa América. No revés sofrido no amistoso realizado em Madri, a Venezuela conseguiu levar perigo através de lançamentos, bolas aéreas e chutes de longa distância. Demonstrou o completo caos na fase defensiva do time de Scaloni. E isso não mudou tanto. Nesta Copa América, a Argentina é a única seleção que sofreu gols a cada duas finalizações sofridas: foram três bolas nas redes de Armani em seis arremates. A Bolívia, pior defesa do certame, foi vencida nove vezes em 20 finalizações contra.

Segurança no estilo de jogo

Em sua entrevista coletiva realizada na quinta-feira (27), Scaloni fez mistério em relação à equipe, mas deverá fazer mudanças. A saída de Lo Celso, justamente quem deu a assistência para Lautaro fazer o único gol na derrota contra os venezuelanos, é a mais provável. Desta forma, a Argentina deverá ir a campo com: Armani; Foyth (Saravia), Pezzella, Otamendi, Tagliafico; Paredes, De Paul, Acuña; Messi, Agüero y Martínez. Provavelmente mais uma mudança em um time que não teve escalação repetida e deixa evidente a insegurança do selecionador.

Bola para Messi... o mais avançado possível!

Messi Argentina Venezuela amistoso WandaNa derrota por 3 a 1, Messi foi quem mais buscou jogadas... mas não decidiu (Foto: Getty Images)

Lionel Messi foi o único jogador poupado após a derrota em Madri. O jogador do Barcelona seguiu o seu roteiro habitual vestindo a camisa do seu país: se doou, criou, buscou as jogadas... mas não conseguiu decidir. Em parte, por estar recuado demais. Na entrevista concedida por Rafael Dudamel, o treinador venezuelano garantiu que sua equipe não vai marcar individualmente o camisa 10: “Ainda não nasceu um técnico que conseguisse emplacar uma estratégia para contê-lo”, afirmou.

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Com Messi mais avançado ou não, é importante que a Albiceleste acerte mais as suas finalizações. No último encontro contra os venezuelanos, esta foi uma das pedras no sapato e nesta Copa América os argentinos têm uma das piores taxas de conversão em gol por tentativas realizadas: apenas 9.3% do total de 32 arremates completos terminaram no fundo das redes. É muito pouco.

Fé no talento individual

Confiante de que a sua Venezuela melhorou desde aquela vitória histórica no amistoso, Dudamel faz um trabalho infinitamente melhor ao de Scaloni. Mas a Argentina ainda dispõe de mais talentos individuais que possam definir o jogo: Aguero, Lautaro e Lionel Messi deixam isso bem claro. Tão claro quanto o fato de que, hoje, a esperança albiceleste é toda depositada na individualidade enquanto do outro lado a confiança no jogo de equipe é absoluta.

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