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Ano novo, 'velho' Real Madrid: grupo de Zidane sofre poucas mudanças na janela

10:34 BRT 03/09/2017
ZINEDINE ZIDANE REAL MADRID
Encerrada a movimentação do mercado de verão, saída de Morata e chegada de Ceballos são os grandes destaques

ANÁLISE


Chega o mês de setembro, e a hora de olhar para trás para repassar como foi o verão. Para comprovar como estávamos quando começou, e como estamos agora que ele se foi. Quanto dinheiro resta na conta, como o gastamos e quanto recebemos, sem ir mais além.

No caso dos clubes de futebol, o mesmo acontece, e os parâmetros da avaliação ao fechamento do mercado são praticamente os mesmos: quanto dinheiro resta nos cofres, o que fizemos com ele e qual o resultado que ele deixou. Olhando o Real Madrid de hoje, é possível dizer que sua 'cara' é a mesma. Algo que nem todos podem dizer com a chegada de setembro.

Por um lado, em questões econômicas, o clube teve o melhor verão de sua história. Nunca antes havia conseguido superávit tão significativo em suas contas: quase 100 milhões de euros de diferença entre as vendas (€ 141 mi) e contratações (€ 42 mi). Sim, o reforço de Kylian Mbappé - grande objetivo do verão - não aconteceu. Mas, ao olharmos a composição do plantel, se pode dizer que continua muito parecido. 'Engordou' alguns setores, e 'emagreceu' em outras.

Por exemplo, o gol viu Rubén Yáñez, terceira opção do grup, para a chegada de Luca Zidane. Entre um e outro, dois jogadores sem grande influência durante as partidas do Real Madrid. Na defesa, Danilo, Pepe e Fábio Coentrão se foram, enquanto Achraf Hakimi, Jesús Vallejo e Theo Hernández chegam. À exceção da lateral esquerda, onde a melhora é mais do que significativa, as outras posições trazem uma perda de experiência em prol da aposta no futuro.

Por outro lado, no centro do campo, Casemiro ganha enfim um descanso com a chegada de Marcos Llorente, enquanto Dani Ceballos surge para tomar o lugar de James Rodríguez, nome que atraiu muitos holofoes mas pouca influência nos duelos que mais importavam. Por último, o ataque teve Álvaro Morata e Mariano Díaz fazendo as malas para suas novas equipes, deixando Borja Mayoral com a responsabilidade de preencher essas lacunas.

No saldo, o centro do campo e a lateral esquerda saem como as posições que mais ganharam na janela, enquanto a lateral direita e o ataque parecem ligeiramente menos sólidos. Gato por gato, na prática, é melhor que gato por lebre, parafraseando o dito popular. Será o suficiente para manter o nível extraordinário? Seguramente que sim. O plantel madrilenho continua sendo sobresaliente. Mesmo que não tenha Mbappé...