Dunga precisa definir um esquema tático para o Brasil

Seleção canarinha só melhorou na partida contra a Argentina após a entrada de Douglas Costa

Com um gol de Lucas Lima, aos 13 minutos da etapa final, o Brasil buscou o empate no duelo contra a Argentina, na última sexta-feira, no Monumental de Nuñez. O ponto conquistado fora de casa acabou sendo bom em termos de classificação, mas a Seleção comandada por Dunga precisa mostrar um futebol coletivo muito mais forte do que o que foi mostrado em Buenos Aires.

Fazendo justiça ao momento individual de seus jogadores, Dunga iniciou o duelo contra os hermanos com Lucas Lima na vaga de Oscar. Na frente, o craque Neymar fez sua estreia nas Eliminatórias. Em campo, porém, as mudanças pouco surtiram efeito e apenas a equipe de Tata Martino jogou nos primeiros 60 minutos.

A Seleção Brasileira abusou dos lançamentos, não trabalhou a bola no chão com Lucas Lima e Neymar não rendeu. Sem a bola, errou ao não fazer marcação alta e ainda deu muito espaço para a Argentina, que se impôs desde o apito inicial, abriu o placar com Lavezzi e ainda teve outras oportunidades para ampliar o marcador.

O grande acerto de Dunga foi colocar Douglas Costa no lugar de Ricardo Oliveira já durante a segunda etapa. Com o jogador do Bayern em campo, a seleção canarinha encurtou o espaço entre suas linhas, ganhou em mobilidade, teve mais troca de posições, os volantes passaram a chegar mais e a equipe ficou mais com a bola no ataque. Não demorou muito e o Brasil chegou ao empate com Lucas Lima.

Os argentinos sentiram o gol e o time verde e amarelo passou a jogar melhor. Mandando no meio-campo e contando com o entrosamento de Elias e Renato Augusto, que entrou no lugar do autor do gol brasileiro, os comandados de Dunga até criaram oportunidades para virar o jogo, mas acabaram pecando nas finalizações.

A melhora no último terço da partida foi notória, mas ainda não é a suficiente. Antes de tudo, a Seleção precisa ter um esquema tático definido. Para o jogo contra o Peru, Dunga tem a obrigação de acabar com a apatia da equipe e precisa mostrar aos jogadores que a melhor forma de se jogar é com a bola no chão e não fazendo apenas ligações diretas.