Relembre a história gloriosa de Alex com a camisa do Palmeiras

Craque que se aposentou aos 37 anos terá jogo de despedida do Verdão, neste sábado

Meia habilidoso, camisa 10 raro, ídolo de quatro times – Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe. Alex se aposentou aos 37 anos e deixou os campos do futebol brasileiro com um craque a menos . E uma das páginas mais bonitas que ele escreveu no esporte será lembrada neste sábado, em sua despedida oficial com a camisa do Verdão (equipe na qual não joga mais desde 2002), às 21 horas, no Allianz Parque.

A homenagem pouco convencional a um ídolo que nos últimos 13 anos defendeu outras camisas colocará de um lado os amigos do ex-jogador, como Sorín, Rivaldo, Gamarra e Zico. Do outro, estarão os campeões da Libertadores de 1999, como Evair, Marcos, Zinho e Felipão. Uma escalação inesquecível para o palmeirense, que naquele ano viu Alex ser protagonista de um dos títulos mais importantes da história do clube.

"Já tinha um apreço pelo clube e pelo torcedor, e imaginava que não poderia aumentar, mas, depois deste convite, aumentou demais", falou o ex-jogador ao site oficial do Palmeiras, sobre a homenagem promovida pela diretoria.

O ano de 99 foi o auge de três passagens curtas e marcantes de Alex pelo Palmeiras. Ele chegou do Coritiba dois anos antes com a difícil missão de substituir canhotos consagrados, Rivaldo e Djalminha, que haviam deixado o clube pouco tempo antes. Sua característica não era diferente: assim como encantava os torcedores com jogadas brilhantes, às vezes ficava sumido em campo e fazia jogos ruins.

Entre muitos altos e alguns baixos, o saldo do camisa 10 no Palmeiras foi de 243 jogos, com 78 gols marcados e 56 assistências. Ele ganhou quatro títulos no período – antes da Libertadores, já havia conquistado a Copa do Brasil e a Mercosul de 1998; depois, levantou também o caneco do torneio Rio-São Paulo de 2000.

Alex disputa a bola com Paul Scholes, do Manchester United, no Mundial de 99 (Foto: Getty Images)

Foi por esse mesmo campeonato, dois anos depois, que Alex marcou um de seus gols mais bonitos com a camisa do Verdão. No Morumbi, contra o São Paulo, ele aplicou dois chapéus (sendo um deles no goleiro Rogério Ceni) e chutou para as redes, uma pintura que deu a vitória ao Palmeiras por 4 a 2.

As passagens pelo Flamengo (2000) e pelo Parma, da Itália (2002), foram as únicas histórias de fracasso de Alex jogando por clubes. Uma série de problemas burocráticos dificultou sua carreira na Europa, na mesma época em que Felipão deixou de convocá-lo para a Copa do Mundo de 2002.

Deu a volta por cima no ano seguinte, quando ganhou a tríplice coroa pelo Cruzeiro: Copa do Brasil, Brasileirão e Campeonato Mineiro. Fora do país, só foi dar certo em 2004, quando partiu para o Fenerbahçe. Ele não só jogou bem em sua passagem de oito anos pela Turquia, como foi campeão nacional três vezes e ganhou uma estátua, em 2012, tamanha a idolatria da torcida.

Em sua volta ao Brasil, em 2013, chamou a atenção não somente pelas boas atuações com a camisa do Coritiba, mas também pela liderança do movimento Bom Senso F.C., que luta por melhores condições de trabalho para os jogadores.

 

Obrigado Sociedade Esportiva Palmeiras por mais essa linda homenagem que acabo de receber! Vai ser muito bom vestir...

Posted by Alex De Souza on Sexta, 27 de março de 2015