Especial: As história por trás dos mascotes dos grandes clubes brasileiros

Urubu, Raposa, Galo, Peixe, Furacão... Marketing redescobre os mascotes e apostas nessas figuras, que traduzem a essência dos clubes

Você pode até procurar, mas dificilmente irá encontrar algum clube brasileiro sem mascote. Os personagens, símbolo dos times, têm quase a mesma representatividade dos escudos. Podem ser fofos, imponentes, criativos... e, mais do que isso, se reinventam constantemente.

Ao longo da última década, os departamentos de marketing dos clubes redescobriram os mascotes. Se as simpáticas figuras ficaram alguns anos engavetadas, e só recordadas em álbuns de figurinha, hoje formam um elo afetivo com os seus torcedores, em especial as crianças. Afinal, é na infância que se decide para qual time torcer.

O que se vê pelos estádios brasileiros são muitos mascotes animando o público antes e depois das partidas. Como resistir e não tirar uma foto ao lado do "personagem" da sua equipe? Além disso, eles se tornaram uma fonte de receitas importante. Dezenas de produtos licenciados entram no mercado anualmente com figuras de raposas, urubus, mosqueteiros, periquitos...

Brasil, o terreiro de Galos

Galo da Japi, Galo-Carijó, Galo da Comarca, Galo-da-Campina, Galo Doido... o Brasil é sem dúvida um grande terreiro de galos. São ao menos 27 clubes que utilizam a ave como símbolo. Sem dúvidas mais famoso é o Atlético-MG, fonte de inspiração para os demais.

Constam na lista de Galos: XV de Jaú, Anápolis, Atlético-MG, Atlético Acreano, Atlético Sorocaba, Capelense, CRB, Ituano, Ji-Paraná, Operário, Paulista, River, Sinop, Tupi, entre outros.

Mais clichês que o galo são as escolhas por tigres e leões como mascotes. Animais imponentes, mas nada brasileiros.

Xingamentos assimilados

A origem de vários mascotes está nas provocações racistas e sociais. Por exemplo, o urubu é símbolo do Flamengo graças às injurias raciais sofridas pelos rubro-negros. Caso similar ao Internacional, que abraçou o apelido de macaco, ou a Ponte Preta, a Macaca.

Diz o ditado que 'apelido dado é o que fica'. Alguns clubes levaram essa máxima em consideração ao pé da letra. Como o Palmeiras, que de tanto ser chamado de porco, acabou adotando com orgulho o animal - deixando para trás até mesmo o periquito, símbolo oficial.

Mascotes bizarros

A criatividade brasileira permite, volta e meia, algumas saídas curiosas para eleição de um mascote. Como o 'Pé Quente', um sapato, que é o mascote do Novo Hamburgo-RS. A cidade gaúcha é conhecida como a 'Capital Nacional do Calçado". Outro que chama a atenção por um motivo similar é o Ypiranga-PE, representado por uma máquina de costura, graças ao polo de confecções local.

Outro mascote que causou muita controvérsia foi o diabo, símbolo do América-RJ. Técnico do clube entre 2005 e 2006, o tetracampeão mundial Jorginho tentou em vão proibir o mascote do clube. Evangélico, o ex-lateral sugeriu que o Mequinha adotasse uma águia no lugar do diabo. Disse, inclusive, que o clube poderia sofrer uma "maldição' por sua opção".

A Goal Brasil pesquisou as histórias por trás dos principais mascotes brasileiros. Confira a lista abaixo:

 ATLÉTICO-PR  

No futebol brasileiro poucos sinônimos funcionam melhor para definir um clube do que 'Furacão', palavra rapidamente associada ao Atlético-PR. O Rubro-Negro ganhou esse apelido em 1949, por causa de uma equipe que escreveu história com goleadas. Especialmente por jogadores como Caju, Jackson e Cireno.

No entanto, o mascote oficial do Atlético-PR é um cartola, assim como o Fluminense. Uma representação direta da aristocracia.

 ATLÉTICO-MG  

Se o Brasil é a terra dos galos, o mais famoso sem dúvidas é o do Atlético-MG. Criado pelo cartunista Fernando 'Mangabeira' Pierucetti no final dos anos 30, a figura do Galo atleticano exalta a imagem da imponência, de raça, numa relação aos galos de briga.  "Aquele que nunca se entrega e luta até morrer", nas palavras do autor. O mascote vingou partir dos anos 50, após a inauguração do Mineirão. 

O estádio sempre recebeu em seus setores mais populares torcedores carregando galos. A identificação foi tanta, que o galo foi parar até nos versos do hino popular do clube, escrito por Vicente Motta em 1969. A letra exalta o 'Galo Forte Vingador'.  Mais tarde surgiu também o Galo Doido.

 AVAÍ

Assim como os galos, um grande número de leões também fazem parte da fauna brasileira de mascotes. No Sul do país, o mais famoso provavelmente é o Leão da Ressacada, ou o Leão da Ilha, o símbolo do Avaí. 

O mascote surgiu na década de 50, quando o locutor Olímpio, famoso numa rádio de Florianópolis, exaltou a bravura da equipe como a de um leão. A história locução foi numa vitória no clássico contra o Figueirense, ainda no Estádio Adolfo Konder, demolido em 1983.

 BAHIA

O Bahia importou o seu mascote diretamente dos Estados Unidos: o Super-Homem, da DC Comics. A versão repaginada do herói norte-americano conquistou a torcida do TricolorAssim como o Super-Homem, o Bahia também é de aço. O 'Esquadrão de Aço', ou 'Tricolor de Aço' (alcunha compartilhada com o Fortaleza) faz alusão ao apelido de Homem-de-Aço do personagem original.

Porém, poucos se lembram que o Bahia também tem uma mascote feminina: a 'Lindona da Bahêa'. Uma versão da valente Mulher-Maravilha, parceira do Super-Homem. Desenhada em 2014 por Nei Costa, a Lindona da Bahêa é negra. Segundo o clube a criação da mascote foi para representar a luta contra o racismo.

 BOTAFOGO

A história do Botafogo é uma das mais ricas entre os clubes brasileiros. Não é à toa que o clube alvinegro conte com vários mascotes. O oficial é o irreverente Manequinho, a imagem de um menino urinando instalada no bairro de Botafogo. A escolha de Manequinho como mascote foi espontânea, em 1957. Ao comemorar o título estadual daquele ano, a torcida do Botafogo vestiu uma camisa e colocou faixas de campeão na estátua. O Manequinho brasileiro foi inspirado na estátua belga Manneken Pis, de 1619. Desde 2002, a estátua foi tombada como patrimônio histórico carioca.

Antes do Manequinho ser 'eleito' pelo torcida, o Botafogo era associado ao Pato Donald, mascote desenhado pelo cartunista argentino Lorenzo Mollas. O personagem da Disney era famoso por reclamar bastante, cobrando seus direitos, uma marca dos botafoguenses. Mas por questão de direitos autorais nunca foi adotado oficialmente.

Outro animal que caiu no gosto alvinegro é o cachorro. Tanto que a própria torcida se denomina 'cachorrada'. O símbolo máximo é o cão Biriba, do folclórico ex-presidente Carlito Rocha. O dirigente levava o cãozinho até mesmo para dentro de campo.

 CHAPECOENSE

A Chapecoense tem como seu mascote a figura de um índio guerreiro, o mesmo que empresta o nome para a Arena Índio Condá. Conta a história que o verdadeiro cacique Victorino Condá exerceu um papel importante na manutenção da ordem das aldeias no sul do país. Em especial na fronteira entre Santa Catarina e Paraná ao longo do Século XIX. A figura de Condá é um tanto controversa, mas sem dúvidas é um símbolo de Chapecó. 

 CORINTHIANS

Apesar da enorme simpatia pela figura imponente do gavião, por conta de sua maior torcida organizada, e de São Jorge, padroeiro do clube, o mascote corintiano é outro: o mosqueteiro. O Mosqueteiro Alvinegro remete ao romance 'Os Três Mosqueteiros', de Alexandre Dumas. Existem duas histórias sobre a adoção do personagem como símbolo do Corinthians.

A primeira versão sugere que ao sair da várzea e disputar o Campeonato Paulista de 1913, o Corinthians foi apelidado de D'Artagnan, o quarto mosqueteiro do romance francês. Os outros três clubes na disputa seriam os três mosqueteiros: Americano, Germânia e Internacional.

No entanto, a principal versão é datada de 1929, quando o Corinthians venceu o seu primeiro amistoso internacional, enfrentando o argentino Barracas, em partida disputada no Parque São Jorge. Empolgado como o triunfo, o jornal 'A Gazeta' passou a apelidar a garra dos jogadores corintianos como dignas dos mosqueteiros. O apelido pegou, assim como a adoção do mascote.

 CORITIBA

O mascote do Coritiba faz uma homenagem à tradição do clube e também a um de seus torcedores mais ilustres: o alemão Max Kopf. O Vô Coxa faz uma referência a Max. O torcedor ilustre se apaixonou pelo Coritiba desde sua fundação, e sempre esteve próximo do Coxa. 

Max morreu em 1956, vítima de câncer na garganta. Era um fumante tão inveterado que suas primeiras versões como mascote vinham acompanhadas de um cachimbo. Posteriormente, o cachimbo foi removido, em prol do 'politicamente correto'.

Muitos associam o Vovô ao Coritiba pelo fato do Alviverde ser o clube mais antigo em atividade do Paraná, desde sua fundação em 1909. O mesmo ocorre com outros clubes tradicionais em seus estados, como é o caso do Ceará.

 CRUZEIRO  

O Cruzeiro tem como mascote a raposa, que já é também um sinônimo da equipe celeste. Assim como o mascote do Atlético-MG, também foi inspiração do cartunista Mangabeira, em 1945. A ideia veio da astúcia célebre do então presidente cruzeirense, Mário Grosso. O dirigente tinha fama de se antecipar às contratações pretendidas pelo arquirrival Galo.

Em 2003, ano da conquista da Tríplice Coroa (Estadual, Brasileirão e Copa do Brasil), o mascote ganhou "carne e osso", além de alguma pelúcia. O Cruzeiro inovou levando seu mascote para beira do gramado, para animar os torcedores. O Raposão já foi flagrado praticando esportes radiciais no Mineirão, como tirolesa e rapel.

FIGUEIRENSE

Dese 2012, o mascote oficial do Figueirense é um Furacão. Apesar do Atlético-PR ser o Furacão mais conhecido do país, a equipe catarinense também apostou no fenômeno natural. A origem é o próprio hino do clube, dos anos 70. Um verso destaca: "“Avante, Figueirense! Para frente, Furacão!”.

Por muito tempo, o Figueirense utilizou a simpática árvore antropomorfizada "Figueirinha" como mascote. 

FLAMENGO 

O Urubu é o símbolo máximo do Flamengo. A ave vista como feia, impopular e carniceira era usada para ofender os torcedores rubro-negros, principalmente com provocações de cunho racista. Antes do urubu, o símbolo do Flamengo era o marinheiro Popeye, numa homenagem às origens náuticas rubro-negras e a bravura do clube.

Cansados das provocações ao longo da década de 60, um grupo de torcedores rubro-negros decidiu significar o apelido. Às vésperas de uma partida contra o Botafogo, os torcedores foram até um lixão no Caju para capturar a ave. O animal passou a noite em um apartamento do Leblon, sendo 'preparado' para estrear no clássico do dia seguinte. 

E a estreia não poderia ser melhor: diante de mais de 150 mil torcedores, o urubu foi solto nas arquibancadas do estádio enrolado à uma bandeira, assim que o Flamengo entrou em campo. Assustada, a ave deu uma volta no estádio e resolveu pousar no espaço com menos gente. Nada menos que o centro do gramado. A torcida foi ao delírio, com gritos de "É urubu!". Para completar a festa o Flamengo venceu por 2 a 1 o Botafogo, encerrando um jejum de quatro anos.

 FLUMINENSE   

Assim como o mascote original do Atlético-PR, o Fluminense também tem como seu principal símbolo a imagem de um cartola. Um dirigente bem-vestido, ressaltando a fidalguia da elite tricolor - com direito a fraque e cartola. Foi criação do cartunista argentino Mollas, em 1943.

O departamento de marketing do Fluminense, desde o ano passado, vem tentando repaginar a imagem do 'cartolinha'. A mais recente aposta é o Cartolinha Guerreiro, personagem equipado tal qual um gladiador romano. Tudo graças ao popular cântico da torcida tricolor: "Time de guerreiros".

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 GOIÁS  

O verde típico do uniforme do Goiás facilitou na escolha do mascote do clube. Numa ideia similar ao mascote do também alviverde Palmeiras, a equipe Esmeraldina tem como símbolo uma ave: o periquito.

 GRÊMIO

O Grêmio é outro clube que encontra num rival interestadual um mascote-irmão. Assim como o Corinthians, o mascote gremista também é um dos mosqueteiros. A versão gremista de capa e espada surgiu bem depois da corintiana, já em 1946.

A inspiração veio da obra do chargista Pompeo, que desenhava para o jornal Folha da Tarde. Cada clube que disputava as competições da época recebiam um personagem desenhado nos jornais de segunda-feira. A opção de Pompeo para o Grêmio foi justamente o mosqueteiro, por sua bravura e até mesmo sedução.

Afinal, o cartunista foi autor da história 'O Casamento de Rosinha', uma metáfora para a competição da época. Casa clube tentava conquistar Rosinha (o título), e o Grêmio se apresentava como o  “esgrimista das palavras e da pelota” e no final seduzia a moça - já que naquele ano o Tricolor foi campeão estadual. A torcida comprou a ideia e levava para os estádios uma faixa com o mosqueteiro e os dizeres: "Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio" (mais tarde adaptados ao hino do clube).

INTERNACIONAL

O Internacional também têm dois mascotes diferentes. O mais tradicional é o Saci-Pererê, um dos personagens mais conhecidos do folclore nacional. Mas, antes de se tornar o travesse menino sem uma das pernas, o Inter era representado pelo 'Negrinho'. Um personagem dos jornais esportivos dos anos 50, Folha Desportiva A Hora

A ideia era identificar o Colorado como um clube do povo, ligado a todas camadas da população, inclusive as mais pobres. Com o passar dos anos o Saci entraria em cena, aperfeiçoando a figura malandra do 'Negrinho'.

Mais recentemente o clube decidiu homenagear o ex-jogador Escurinho. O já falecido ex-atacante dos anos 70 batiza o Macaco Escurinho, mascote que anima a torcida na beira do gramado. Novamente, um clube assimila xingamentos de rivais racistas, e os transforma em orgulho.

 JOINVILLE  

O Brasileirão 2015 contará com o retorno do Joinville à elite do futebol nacional. E pode se preparar para encontrar volta e meia a figura de Jack, o Coelho que representa o time catarinense.

A figura do coelho é bastante presente no Joinville. Como por exemplo nas lojas oficiais do clube, chamadas de 'Toca do Coelho'. O Brasileirão servirá para tornar o coelho catarinense tão famoso quanto o coelho mineiro, símbolo do tradicional América-MG.

 PALMEIRAS

O mascote oficial do Palmeiras é o periquito, criado quando o então Palestra Itália passou a jogar todo de verde, em 1917. No entanto, o mascote que a torcida abraçou a partir dos anos 80 foi o porco.

Mas nem sempre o Porco foi bem visto pelos palmeirenses. A história conta que em 1969, o Corinthians teve um favor negado pelo Palmeiras: dois jogadores corintianos morreram num acidente de carro. O clube alvinegro quis inscrever dois novos e dependia do aval de todos rivais. Apenas o Palmeiras negou.

Dias depois, as duas equipes entraram em campo no Morumbi para disputar o clássico. Foi quando corintianos incomodados com a 'falta de solidariedade' palmeirense soltaram um porco no gramado, pouco antes da partida. Tudo aos gritos de 'sujo'.

Se no início os gritos incomodavam, aos poucos a torcida palmeirense assimilou o animal. Em 1972 já se gritava 'Dá-lhe Porco" para incentivar o time. Mas, em ideia dada pelo então diretor de marketing João Roberto Gobbato, o Palmeiras abraçou o porco nos anos 80. Especialmente quando o meia Jorginho posou com um filhote de porco no colo para a capa da revista Placar em 1986.

 PONTE PRETA  

A Macaca é motivo de grande orgulho para a Ponte Preta. O mascote começou por conta de uma provocação racista por parte da torcida do Guarani, que durante o Derby Campineiro chamava os ponte pretanos de 'macacos'. O motivo? O clube sempre aceitou negros no elenco. 

Apesar de alguns outros clubes lutarem com orgulho para saber quem foi o primeiro a escalar atletas negros, a Ponte Preta teve ainda, no ano de sua fundação, o jogador  Migué do Carmo, ainda em 1900.

O xingamento foi recebido com orgulho pelo clube, que exaltava sua origem sem preconceitos. Promovendo uma real democracia racial tanto nos gramados, quanto até mesmo na diretoria. 

 SANTOS  

O Santos é outro time que tem a gozação rival como marco inicial do mascote. Em 1933, os torcedores do São Paulo da Floresta (precursor do São Paulo) provocaram os santistas em plena Vila Belmiro, chamando-os de 'peixeiros' ou 'peixes podres', pela origem litorânea santista. Os santistas responderam ali mesmo afirmando que eram 'peixeiros com muito orgulho'.

O mascote foi adotado como uma alvinegra baleia orca, um mamífero marinho e não um peixe. Apesar do erro biológico, a intenção foi marcar o mascote santista como um animal temido por todos os mares.

 SÃO PAULO 

O mascote do Tricolor do Morumbi é Paulo, que segundo a Bíblia foi um dos apóstolos de Jesus Cristo. O 'Santo Paulo' foi nomeado assim para não ser confundido com o clube. Carinhosamente é apelidado também de 'Vovô Tricolor'.

Criado na década de 40, a figura de um imponente senhor de barbas e cabelos brancos caiu no gosto da torcida. Afinal, dá ao clube ares de benção divina - além de uma fácil associação entre os nomes. A identificação é tanta, que é um dos poucos mascotes que não sofreram alterações.

 SPORT

Poucos times são tão identificados com o mascote como o Sport Recife. O Leão está no distintivo do clube e sempre presente de alguma forma na Ilha do Retiro. O Rubro-Negro venceu em 1919 o Troféu Leão do Norte, disputado no Pará. O Sport venceu naquela competição a Seleção Paraense e um combinado de jogadores de Remo e Paysandu. 

O título da competição contra um Estado até então forte futebolisticamente foi motivo de muito orgulho para o Sport. Um brasão francês com o desenho de um leão foi entregue ao clube pernambucano. E, desde então, virou apelido para o Sport, o Leão do Norte. Representado pelo mascote Leo, criação de Humberto Araújo no início da década de 1990.

VASCO DA GAMA

Batizada como o nome do famoso almirante português Vasco da Gama, a equipe cruzmaltina não podia ter outro personagem símbolo que não o próprio: o Almirante. Personagem popularizado nos anos 40, em mais uma criação do argentino Lorenzo Mollas. Já na década seguinte, um típico comerciante português entrou em cena. Bigodudo, fora de forma, e calçando tamancos, a imagem clichê de um lusitano ganhou fama, especialmente pela grande colônia de descentes portugueses no Rio de Janeiro.

O personagem foi apelidado de Bacalhau pelo o cartunista Henfil na década de 60. Hoje, o clube mantém o apelido de Bacalhau para um simpático gatinho, personagem do Vasco Kids, voltado para as crianças vascaínas.