Flamengo perde o patrocínio da Jeep

Clube carioca perdeu dois patrocinadores em 2016, mas mantém máster com a Caixa, apesar da crise

A crise de patrocínio no futebol do Brasil acentuou-se em 2016. A marca de guaraná, Viton 44, que chegou a colocar mais de R$ 100 milhões no futebol carioca nos últimos cinco anos, abandonou o futebol e pegou os clubes de surpresa.

A Unimed, que já havia deixado o Fluminense no início de 2015, saiu das camisas de Avaí e Figueirense. Até o Flamengo, time de maior torcida do país, vem sofrendo. Após um impasse, a Jeep anunciou que não irá renovar o patrocínio após oito meses de contrato, que lhe custou cerca de R$4,5 milhões.

No entanto, apesar de perder dois patrocínios o clube conseguiu manter o aporte de R$ 25 milhões por ano da Caixa pela cota máster.

A maioria dos grandes clubes têm patrocinadores master, mas em valores inferiores aos de outras épocas. Um estudo do consultor Amir Somoggi mostra, em seu blog no jornal “Lance!'', que os valores de patrocínio estão em queda desde 2014. Houve um crescimento de 2003 (R$ 59 milhões) a 2013 (R$ 470 milhões). Considerados os valores corrigidos pela inflação neste período, os patrocínios quadruplicaram. Mas, em 2014, caíram para R$ 467 milhões.