Estádios brasileiros podem abrigar cassinos no futuro

A medida polêmica depende da legalização dos jogos de azar no Brasil, tema que está em pauta na Câmara dos Deputados

O Brasil investiu pesado na construção e reformas de estádios para a Copa do Mundo de 2014. Porém, após a competição vencida pela Alemanha, muitos estádio ficaram praticamente abandonados pelo público, como a Arena Pantanal ou Arena Amazônia por exemplo. Uma polêmica proposta sinaliza para o uso da modernas arenas como cassinos, caso a legalização dos jogos de azar seja aprovada pelo governo.

Atualmente os jogos de azar como cassinos, bingos, apostas pela internet, caça-níqueis e jogo do bicho são proibidos no Brasil. Mas, os senadores do PP Benedito de Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI) apresentaram uma proposta para sugerir a flexibilização das regras. O objetivo é aumentar a arrecadação de impostos em tempos de crise orçamentária - há uma expectativa de até R$ 20 bilhões por ano segundo os senadores.

Jaime Recena, secretário de turismo do Distrito Federal, disse em entrevista para a Espn que considera a medida uma possibilidade para tornar os estádios mais lucrativos.


A Arena Pantanal em Cuiabá recebe uma baixa média de público (Foto: Getty Images)

"Existe um assunto que está na pauta, a liberação dos jogos de azar pelo país. Por que não autorizá-los nos estádios da Copa? Com a devida permissão, poderiam ser transformados também em grandes cassinos, trariam arrecadação, entretenimento", garante o secretário do Distrito Federal, onde foi reformado o Estádio Mané Garrincha, o mais caro da Copa do Mundo (R$ 1,5 bilhão).

"Se você for a Las Vegas, verá que dentro desses hotéis existe até Cirque du Soleil, salas de teatro. Imagina, então, fazer o mesmo com essas arenas. Tenho certeza que vai até elevar o desenvolvimento para a região, em Pernambuco, mesmo, Itaquera, que são afastados de tudo"

"Pega o exemplo da Amsterdan Arena, do Ajax. Eles construíram uma série de negócios em volta, hotéis, prédios, locais para shows. Acho que essa é uma questão a ser discutida. São possibilidades, não diria a melhor. É um tema polêmica para ser debatido", conclui Jaime Recena.