Dois torcedores foram assassinados na última segunda-feira além de um pai do torcedor do Independiente de Santa Fé que foi vítima na sexta passada.
"Não há futebol hoje, estamos de luto. Não podemos continuar enquanto nossos filhos morrem, nossos pais morrem, por uma camisa", disse o secretário do Governo de Bogotá, Guillermo Alfonso Jaramillo.
Jaramillo informou que o prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, se reunirá ainda nesta terça com representantes das torcidas organizadas dessas equipes para resolver o problema.
A prefeitura tomou a decisão de cancelar a partida após o assassinato de Carlos Andrés Medellín, um jovem de 20 anos torcedor de Nacional que na última segunda-feira foi apunhalado em um bairro do sul de Bogotá enquanto esperava um ônibus.
Já em outra briga na noite do mesmo dia entre torcedores do Millonarios e do Nacional no norte de Bogotá, o torcedor do Medellin, Carlos Javier Rodríguez, de 22 anos ficou gravemente ferido e morreu horas depois no hospital.
Enquanto que na última sexta, o militar aposentado Pedro Contreras (66 anos) recebeu uma apunhalada no coração na tentativa de defender seu filho, torcedor do Santa Fé, e morreu."Vestir uma camisa de qualquer equipe se tornou um risco enorme. Estamos em uma sociedade totalmente doente", disse o comandante da Polícia Metropolitana de Bogotá, general Luis Eduardo Martínez.
"É uma decisão absolutamente compreensível diante da preocupação de toda a sociedade. Estamos vendo um problema de intolerância muito grave. Essa intolerância e essa violência de vândalos disfarçados com camisas de futebol não podem continuar", declarou o presidente responsável pelo Campeonato Colombiano, Ramón Jesurum à emissora Caracol Radio.