Neymar elogia psicóloga da Seleção: “espero continuar fazendo as sessões”

O camisa 10 também falou que não está na Copa para “dar show” e lembrou que o time chileno foi um dos melhores da história do país

Principal nome da seleção brasileira na Copa do Mundo, Neymar foi um dos muitos jogadores que não seguraram as lágrimas após a dramática vitória sobre o Chile, na disputa de pênaltis das oitavas de final. O camisa 10 mostrou concentração na cobrança e, último a bater pelo Brasil, deixou a pressão para os chilenos antes de Jara acertar a trave, garantindo a permanência da Seleção.

Após a partida, muito se debateu sobre o fator psicológico da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari. Na coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira, Neymar falou sobre o trabalho feito pela psicóloga Regina Brandão: "Eu nunca tinha feito nada desse tipo e acho que eu tô até gostando bastante. Não é só no esporte, não somos só nós que estamos envolvidos com a emoção todos os dias que temos que ver uma psicóloga”. 

“Faz bem para a vida do ser humano. Nossa relação com ela é muito boa, tem nos ajudado sim. Estou aprendendo muita coisa e espero continuar fazendo as sessões (...) Nosso pensamento não mudou depois da vitória sobre o Chile. Sempre foi de vencer. Não foi por causa do choro que ganhamos confiança, foi por causa da vitória. Sabíamos que o jogo era muito difícil e a gente venceu. Cada um superou sua dor e seu cansaço e lutou até o fim”, afirmou.

“Não importa se é no tempo normal, na prorrogação, de pênalti; depois de uma vitória você pega mais confiança. Nossa confiança aumentou, sabemos que não foi uma das nossas melhores partidas e estamos tentando melhorar e encontrar novamente nosso 100%. A gente enfrentou uma das melhores seleções da história do Chile. Foi um grande jogo e vencemos. Se as seleções que venceram em casa passaram por isso, espero que termine bem para a gente, com o Brasil campeão. É o que todos nós queremos. Vamos fazer de tudo para não passar mais tanto sufoco."

“Tudo vem melhorando desde o começo da competição e do trabalho, estamos crescendo cada vez mais. Saímos de seleção desacreditada para uma seleção que pode ganhar o Mundial. O que eu posso fazer é ajudar meus companheiros correndo, brigando, dando assistência, fazendo de tudo para a Seleção ser vencedora. Tudo que eu mais quero é que o Brasil seja campeão e no final a gente sorria ou chore de emoção."

O craque brasileiro também falou sobre a evolução do Brasil e a dificuldade desta Copa do Mundo, na qual inúmeras seleções menos badaladas conseguiram vencer outras com mais tradição: “Alegria sempre teve e nosso comprometimento é muito grande. Às vezes não é só festa, só 5 a 0, 4 a 0. O futebol hoje está muito igualado, muito difícil. Quem se compromete mais dentro de campo é que vence, por isso estamos aqui hoje”. 

“Não quero dar show. Estamos aqui para defender. Se tiver que ganhar de meio a zero, vamos ganhar, não importa se vai dar chapéu, caneta, se vai dar show. O que vamos fazer é correr até o final, até cansar, e sair vencedor. Depois vemos se demos show ou não."

"Não foi um excelente jogo nosso contra o Chile, eu não era o único bem marcado. Nós tivemos chances de gol, eu tive umas duas. Temos que sempre buscar melhorar, não só eu como toda a equipe. A gente vem trabalhando e conversando para encontrar soluções para quando a equipe estiver bem marcada e o jogo muito forte para buscar opções e espaço para fazer o gol”, afirmou, garantindo que pode jogar em qualquer tática a ser usada.

"Eu me encaixo em qualquer formação. A gente tem um excelente treinador para isso. Ele que resolve as escalações, o jeito como a e equipe vai jogar. Nós só temos que obedecer e fazer de tudo para o time vencer. Com ou sem centroavante, a gente tem que jogar futebol."