Assis alega dívida e causa rebuliço na loja do Flamengo

Assis pegou camisas oficiais, bonés, roupas de bebê, entre outras peças e saiu sem pagar. "O Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também", disse

Segundo o site globoesporte.com, Roberto de Assis,  irmão e empresário de  Ronaldinho Gaúcho causou uma verdadeira confusão na loja do Flamengo. Por volta de 17h, desta terça-feira ele chegou à loja Fla Concept, da fornecedora de material esportivo do clube, na sede do Flamengo, na Gávea. Pegou camisas oficiais, bonés, roupas de bebê, entre outras peças, num total de quase 40 itens.

Apesar de assustados com a quantidade de material, os vendedores já vislumbravam a comissão com o alto valor da venda. Foi quando, segundo os funcionários do local, Assis colocou as peças no balcão e disse, por mais de uma vez, em alto e bom som:

"O Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também", disse Assis, enquanto pedia sacolas para guardar o material. Os funcionários não sabiam como agir e logo perceberam que não se tratava de uma pegadinha do empresário.

"Explicamos para o Assis que não poderíamos autorizar de jeito nenhum. Foi quando ele ligou para o Michel Levy (vice de finanças)", revelou um dos vendedores ao site globoesporte.com e que pediu para não ser identificado.

Começava, então, uma rodada de negociações para resolver o inusitado problema. Assis ligou para Levy e, nervoso, disse que levaria as peças.

O vice de finanças, que teve conhecimento da justificativa, “o Flamengo não paga meu irmão, então não vou pagar também”, precisou entrar em contato com um representante da Olympikus para tentar solucionar o impasse.

Muitos itens da lista do irmão de Ronaldinho, porém, são terceirizados e não da fornecedora. Com isso, o gasto teria que ser quitado pela própria Olympikus, o que foi devidamente vetado pelo alto escalão da empresa.

Durante cerca de 1h30m, Assis esperou na loja por uma solução, já que ouvira de Levy a promessa de que ele deixaria sua sala para ir ao encontro do empresário, que estava no mesmo prédio, apenas alguns andares abaixo. Assis, então, perdeu a paciência, subiu de elevador e, pouco depois, retornou à Fla Concept já na companhia de Levy, que acabou por ceder à pressão.

Assis conseguiu, em parte, cumprir sua missão. Na presença de Levy, vendedores da loja receberam autorização para liberar 25 camisas oficiais, cota que seria destinada ao dirigente, que repassou para o empresário.

Satisfeito, o irmão e empresário de Ronaldinho decidiu, então, desembolsar um dinheirinho e comprar duas toalhas com a imagem do camisa 10. Talvez para tentar amenizar o constrangimento de todos. Cada uma custou R$ 49,90, num total de R$ 99,80. Como se trata de um produto licenciado, futuramente uma quantia voltará para a conta de Assis. "Ele comprou, mas reclamou na hora de pagar", disse uma pessoa que presenciou a cena.

Assis cobra cerca de R$ 5 milhões de atrasados em relação a salários de Ronaldinho Gaúcho. O clube alega que a dívida é de R$ 2,25 milhões. Ambas as partes insistem em dizer que está tudo bem, que o caso será solucionado amigavelmente, mas o futuro do jogador continua incerto. As informações são do site globoesporte.com