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Com quatro vitórias em quatro jogos, o Galo já está classificado para as oitavas


Por Emanoel Ferreira

Quem vai parar o Atlético Mineiro? Aí está uma questão comum àqueles que têm acompanhado a Copa Libertadores da América. Praticamente invencível em seus domínios, numa Arena Independência invariavelmente abarrotada de alvinegros empolgados, o Galo tem vencido também fora de casa e inspirando cada dia mais atenção dos concorrentes.

Na partida da última quarta, na altitude de La Paz, o time mineiro sofreu, mas venceu o The Strongest num resultado que pode ser considerado comum (2-1), mas que diz muito sobre a competência dos comandados de Cuca também longe dos domínios mineiros. Cada partida da Libertadores, afinal de contas, é não menos que uma batalha. E, nesta em especial, quando o árbitro Julio Quintana ergueu os braços e pôs fim ao jogo, o Atlético-MG estava classificado para as oitavas de final da Libertadores com duas rodadas de antecedência e a melhor campanha entre todos os participantes.

Da insegurança à confiança plena

Há treze anos o Atlético-MG não participava da maior e mais importante competição da América. Excluindo-se esta edição de 2013, o alvinegro de Minas disputou apenas quatro vezes o torneio e sua melhor participação foi num já distante ano de 1978, quando terminou em 5º lugar.

Antes do jogo de estreia na competição, contra um São Paulo que impunha respeito mais pela tradição do que pelas últimas atuações, o clima entre os torcedores era de certa insegurança. Ainda que o time estivesse vindo de uma brilhante temporada de 2012, agora complementado pelo ídolo Diego Tardelli, as águas escuras da Libertadores, há tanto não navegadas, evocavam uma incômoda incerteza, algo muito próximo da ansiedade. Será que o Galo conseguiria repetir, na Libertadores, suas grandes atuações do nacional?


A resposta a esta pergunta foi um sonoro “sim”. Um Independência lotado assistiu o Atlético-MG sufocar o São Paulo de todas as maneiras, num primeiro tempo em que os tricolores nem sequer puderam finalizar ao gol. Na etapa complementar, o time paulista voltou mais ajustado e equilibrou as forças, embora não o suficiente para evitar a vitória de 2-1 dos mineiros. Da insegurança à confiança plena, os atleticanos souberam que o time estava na competição para brigar forte.

De lá para cá, o Galo venceu o Arsenal de Sarandí, na Argentina, por 5-2, depois recebeu o The Strongest e triunfou por 3-2. Na partida da última quarta, agora encarando o The Strongest na altitude boliviana, os mineiros venceram por 2-1, consolidaram a liderança geral da Libertadores e já estão classificados para as oitavas.

Galo forte daqui para frente?

Os próximos dois jogos pela fase de grupos serão muito mais leves para o Atlético-MG. Ainda que o técnico Cuca deseje ver um time com a mesma gana e vontade de vencer, é natural que as partidas não sejam disputadas com tanto afinco quanto aquelas em que a classificação era um objetivo que dependia única e exclusivamente de fazer gols e não levar; vencer, afinal. O time pode se desfazer de alguns pesos, mas relaxar não seria saudável para o decorrer da competição.

Até aqui, o Galo tem uma média de três gols por partida. Com Jô pressionado pela sombra fantasmagórica de Alecsandro, Bernard buscando fazer da Libertadores seu passaporte para o grupo das revelações brasileiras que não desaparecem sumariamente, Ronaldinho Gaúcho procurando orquestrar o time rumo a um título que representaria uma vitória pessoal e Diego Tardelli ansioso por fazer valer a multidão de atleticanos que foram recepcioná-lo no Aeroporto Internacional de Confins, o Atlético-MG promete ser um time extremamente forte e competitivo.



Caiu no Horto, tá morto”, houve-se pelas ruas de Belo Horizonte. Para aqueles que não conhecem a geografia da capital mineira, o bairro do Horto é onde fica localizado o estádio pertencente ao América-MG, mas que, ultimamente, tornou-se a casa do Galo. Qualquer adversário, brasileiro ou não, que tenha pela frente a tarefa de enfrentar o time alvinegro no Independência, não deve nem por um segundo esperar vida fácil. Lá os comandados de Cuca estão invictos desde 2012 e contam com cada uma das trincas de pontos que disputarão naquele gramado.

A torcida atleticana também pode esperar um time forte fora de casa. As vitórias sobre o Arsenal de Sarandí e The Strongest são prova disso. Obviamente, o grau de dificuldade irá aumentar e mais obstáculos se interporão entre o time e as fases mais aguçadas do torneio, mas é inegável que Ronaldinho Gaúcho e Cia. têm inspirado confiança no trabalho realizado.
 

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