O Brasil continua sendo o país que mais fornece jogadores para a Europa, mas esta tendência pode estar mudando. Um estudo divulgado pela Universidade de Neuchatel, na Suíça, com colaboração da Fifa, mostrou que o número de atletas brasileiros nas primeiras divisões do Velho Continente diminuiu mais de 12%.
Atualmente, o país sul-americano fornece 471 atletas para a principal série dos países europeus, contra 538 brasileiros que atuavam no continente em 2009. O espaço aberto pelo país foi preenchido por outras nações.
O segundo lugar é da França, com 306 jogadores, 20% a mais que quatro anos antes. Já a Espanha, teve o maior crescimento neste período, com mais de 200% de elevação: de 57 para 178 jogadores. Neste intervalo, a Roja foi campeã mundial e da Eurocopa.
O levantamento mostra também que mais de um terço dos futebolistas que estão no Velho Continente são estrangeiros. Na Premier League, 6 em cada 10 dos jogadores não são ingleses e apenas 13% foram formados pelas categorias de base do próprio clube. Dos 98 clubes das cinco principais ligas, apenas quatro têm mais da metade do elenco com “pratas-da-casa”: Barcelona, Athletic Bilbao, Real Sociedad e Lyon.
Ainda falando na base, quem mais se destaca é o Ajax. O time cedeu nada menos que 69 atletas para as principais equipes de primeira divisão, ficando à frente do Barcelona, com 61.
Por fim, a pesquisa indicou que, em média, apenas 1 em cada 5 (21%) jogadores dos elencos dos clubes são locais. O índice cai bastante na Itália (8%), na Rússia (10%) e em Portugal (12%).