Comissão Nacional de Arbitragem explica expulsão de Osorio: "A reclamação foi ostensiva"

O presidente Sérgio Correa rebateu as críticas do treinador colombiano de que a arbitragem do Brasil é atrasada

A Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) resolveu explicar a expulsão do técnico Juan Carlos Osorio na derrota do São Paulo para o Palmeiras no clássico do último domingo. Após a súmula do árbitro Anderson Daronco ser divulgada, a repercussão foi de que o cartão vermelho ao treinador foi um tanto exagerada. Mas o presidente da Conaf, Sérgio Côrrea, defendeu a decisão de Daronco e argumentou que o texto do árbitro apenas não deixou claro o tom usado por Osorio na reclamação. 

"Conversei com o Daronco, e ele falou que a reclamação foi ostensiva. Não foi só o dedo em riste. Ele saiu da área dele e foi em direção ao Daronco", disse ao Globoesporte.com. "O Item 2 da regra 12 do futebol prevê a punição por amarelo por reclamar das decisões dos árbitros. Nós, na circular, acrescentamos a palavra 'ostensivamente', que caberia bem ali. Estamos orientando aos árbitros para que coloquem a palavra, claro quando realmente for uma reclamação ostensiva, como nesse caso. Está todo mundo achando que foi um diálogo, um bate-papo. Não foi", acrescentou.  

Após o jogo, durante a coletiva de imprensa, Osorio foi bastante crítico à postura da arbitragem brasileira em geral, que só nesta edição do Campeonato Brasileiro expulsou outros cinco treinadores em apenas nove rodadas. No entanto, Sérgio Correa rebateu as acusações do colombiano de que o Brasil é um país atrasado na arbitragem.  

Rubens Chiri/saopaulofc.net

"Eu até entendo o caso do Osorio. Tenho certeza que, como ele é inteligente, ele vai se adequar e ver que o Brasil não é um país atrasado como ele deu a entender. Respeito a posição dele, que disse que na Inglaterra, Estados Unidos, são países avançados e há diálogo. O Brasil não é atrasado, está crescendo", garantiu o dirigente. 

"Todas essas ações estão trazendo ganho real ao futebol ao ponto de chegarmos a números desses outros países, como no número de faltas. Diminuiu drasticamente. Temos que entender que o treinador e ninguém em campo tem o direito de interpelar o árbitro da forma como ele fez. Se o treinador fosse no meio de campo para falar com o árbitro já estaria invadindo o campo. Só por invasão, ainda sem reclamar, ele já teria que ser expulso", concluiu.