São Paulo 1 x 3 Bragantino: Tricolor joga mal, toma a virada e está eliminado da Copa do Brasil

Time da casa abre o placar, mas diminui o ritmo, não consegue segurar a pressão da equipe do interior paulista e é eliminado em pleno Morumbi
Em uma noite de pouca inspiração, o São Paulo não conseguiu administrar a vantagem que tinha e acabou eliminado da Copa do Brasil pelo Bragantino, na noite desta quarta-feira, no estádio do Morumbi. O Tricolor, que tinha a vantagem de perder por um gol de diferença (devido ao placar no primeiro jogo: 2 x 1), saiu na frente com Paulo Miranda, mas diminuiu o ritmo e tomou a virada do time do interior paulista, com gols de Cesinha, Gustavo Carbonieri e Guilherme.

Tricolor sai na frente, relaxa e cede o empate

O São Paulo começou o primeiro tempo de uma forma que levou ao torcedor Tricolor crer que o time iria vencer a partida com um placar elástico. Podendo perder por um gol de diferença, o time da casa foi para cima do Bragantino, que se assustou com a ofensividade adversária, mas foi se soltando no decorrer do jogo e surpreendeu.

Sem pressão para vencer, o São Paulo trocou passes e investiu em jogadas pelas laterais. Aos 6 minutos, Luis Ricardo conseguiu escanteio. Ganso bateu, o goleiro Renan saiu mal e Paulo Miranda subiu sozinho para testar para o fundo do gol.  E parecia que viria mais. Três minutos depois, Osvaldo desceu pela esquerda e cruzou. A defesa do Bragantino parou e a bola sobrou para Ganso, livre de marcação. O meia ajeitou mal, se enrolou e deixou a bola sair pela linha de fundo.

Só que a blitz Tricolor cessou aos 13 minutos, em uma trapalhada de Ganso e Pato. Osvaldo, mais uma vez, fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Ganso tentou de bicicleta, mas não alcançou. A bola sobrou para Pato, que chutou em cima do companheiro.

Na marca dos 22, o Bragantino resolveu se soltar no jogo. Léo Jaime arrancou pela esquerda e tocou rasteiro para a entrada da grande área. Nunes não chegou, mas Cesinha sim. O atacante chutou de primeira no canto esquerdo. Rogério Ceni caiu estranho e deixou a bola passar.

Na jogada seguinte, Bruno Recife viu Ceni adiantado e chutou por cobertura. O goleiro do Tricolor se recuperou e defendeu em cima da linha. Outro susto para o São Paulo ocorreu no fim da primeira etapa. Cruzamento foi feito para área, Gustavo Carbonieri subiu no segundo pau e cebeceou. Paulo Miranda, em cima da linha, evitou que o time adversário fosse para o intervalo com a vantagem no placar.

Virada e classificação do Bragantino

Precisando fazer mais dois gols para garantir a classificação para a Copa do Brasil, o Bragantino não exitou e voltou para o segundo tempo partindo para cima do São Paulo. O Tricolor retornou dos vestiários sonolento, com um ritmo ainda menor e pagou pelo fraco desempenho no Morumbi.

A pressão do Bragantino começou logo aos 3 minutos. Nunes recebeu dentro da área e ajeitou para Sandro. Mas o jogador escorregou no momento do arremate e facilitou a defesa de Rogério Ceni. O São Paulo respondeu na marca dos 10. Ganso cruzou, a bola passou por toda a área e caiu nos pés de Ademílson. O jovem atacante Tricolor chutou de primeira e Renan, em dois tempos, defendeu. Mas foi só do lado do time da casa.

Na altura dos 19, o São Paulo voltou a apresentar a deficiência de outros jogos: a bola parada. Sandro cobrou escanteio, Gustavo Carbonieri subiu no primeiro pau e desviou. A bola ainda tocou em Souza e foi para o fundo do gol. Era a virada do Bragantino, que não se contentou em levar a partida para os pênaltis. Aos 25, Sandro novamente bateu escanteio. A bola foi fechada e bateu no travessão, assustando os são-paulinos.

E a recompensa pelo esforço do Bragantino chegou aos 30 minutos. Sentindo o bom momento, a equipe seguiu pressionando o São Paulo e teve outro escanteio. Sandro cobrou, a defesa Tricolor abafou mal e a bola sobrou para Guilherme. O jogador encheu o pé na bola e estufou a rede da meta de Rogério Ceni.

Apático, o São Paulo não reagiu. O time passou a errar uma série de passes durante a transição da defesa para o ataque, facilitando a vida do Bragantino, que soube administrar o resultado e deixou o Morumbi com a classificação garantida.