Nacional encara o Vasco visando o futuro, cheio de referências do passado

Time do norte do Brasil revive boa fase do passado, quando revelou talentos como Toninho Cerezo e Paulo Isidoro
Considerado uma das grandes surpresas da Copa do Brasil deste ano, o Nacional Futebol Clube não vive a primeira boa fase de sua centenária história. Ao contrário do que muitos possam imaginar, o clube da capital amazonense, apesar de desconhecido para muitos habitantes das regiões sul e sudeste, é uma das mais tradicionais equipes do norte do país e que já contou com a participação de importantes jogadores que chegaram inclusive a ter destaque na seleção brasileira.

Essa fase aconteceu nos anos 70, quando os jovens Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Campos Pedrilho foram emprestados pelo Atlético Mineiro ao “Naça” para que pudessem ganhar mais experiência e quando retornassem ao Galo já estivessem prontos para integrar o elenco principal do alvi-negro. O projeto foi tão bem sucedido, que os dois primeiros se tornaram grandes ídolos nacionais e chegaram a disputar a Copa do Mundo de 82, comandados por Telê Santana.

Essa vitoriosa experiência rendeu ao clube uma fase de total supremacia na região. Em 1974, sob o comando de Paulo Isidoro, o clube conquistou o inédito título amazonense com 100% de aproveitamento. Essa conquista foi o prenúncio da fase gloriosa do Nacional, que entre 1976 e 1981 faturou o hexacampeonato estadual, sendo o de 1978 de forma invicta.

Mesmo tendo a melhor fase de sua história os anos 70, o Nacional também contou com outros grandes nomes do futebol brasileiro em outras épocas em seu elenco. Clodoaldo, tri-campeão mundial no México, teve uma rápida passagem pelo time, assim como o atacante Dadá Maravilha, que inclusive garantiu presença no estádio hoje à noite para o confronto com o Vasco da Gama.

“Tive a honra de defender o Nacional, onde fiz muito gols e ganhei prestígio juntos à imprensa e aos torcedores. Era um time com grande poderio. Esse poderio deve ser evocado no jogo de hoje, o orgulho amazonense deve estar na ponta da chuteira. Além disso, o Dadá costuma dar sorte, onde ele estiver.” afirmou o ex-jogador ao Jornal A Crítica.

O adversário desta noite também já teve importantes jogadores de sua história no elenco do Nacional. Alcir Portela, ex-volante cruzmaltin,o defendeu a equipe manauara em 1976. Porém é no atual elenco que o time do Rio de Janeiro possui as maiores referências. Roberto Dinamite, maior ídolo dos vascaínos, e Bismarck, destaque dos anos 80 e 90, possuem homônimos defendendo o Nacional. Para infelicidade dos torcedores locais, Bismarck não poderá entrar em campo na noite de hoje, pois já defendeu o Campinense nesta competição, mas Roberto Dinamite é uma das esperanças do técnico Léo Goiano, que espera fazer um bom resultado dentro de casa.

“Temos que estar preparados sempre. São atletas acostumados a grandes desafios e estamos prontos para este grande jogo diante do Vasco e pretendemos fazer o resultado que nos interessa aqui dentro de casa tirando proveito das deficiências da defesa do Vasco.”, destacou o técnico, que é fã de José Mourinho, e está à frente do Nacional há cerca de 20 dias, em entrevista à Rádio Brasil.