Mudança de filosofia é o motivo do sucesso alemão, segundo assistente técnico

Assistente Técnico prefere tirar o foco da reedição das antigas decisões, para que jogadores não se sintam pressionados

O sucesso da Alemanha na Copa do Mundo é o resultado de um trabalho planejado a longo prazo. Mais do que isso, essa estratégia vai de encontro com o que muitos sugerem que seja revisto hoje em dia no futebol brasileiro.

Segundo o assistente técnico Hans Flick, as boas atuações germânicas resultam de uma filosofia instituída não apenas para este torneio, nem mesmo apenas na seleção nacional.

“Eu cheguei em 2006 e se você me perguntar como está o desenvolvimento da equipe, digo que seguimos uma filosofia. Foi fantástico trabalhar com essa comissão técnica que é maravilhosa. No começo lidamos com questões táticas e coisas básicas. Esses detalhes tinham sido esquecidos, mas tivemos que incorporar ao trabalho. Mas temos que dar crédito também às nossas academias esportivas, que preparam nossos treinadores e jogadores muito bem e fazem parte disso e me deixa muito orgulhoso.”, comentou o assistente do técnico Joachim Low.

Para o jogo final, o assistente demonstra respeito com o rival e diz que eles tentarão isolar o principal nome da Argentina, Lionel Messi, assim como a Holanda conseguiu fazer durante os 120 minutos de bola rolando.

“Assistimos o jogo e nós com certeza estamos interessados em encontrar uma forma de pará-lo, como foi feito pela Holanda. Vamos tentar criar um plano especial para ele, mas evidentemente não falarei aqui.”, admitiu.

Flick, que deve assumir outro cargo após o mundial, prefere não jogar pressão em cima dos jogadores na véspera da decisão e por isso não considera o jogo como uma revanche para os argentinos que perderam a última decisão entre os dois times.

“É natural que pessoas pensem no passado, mas nós estamos nos preparando para esta tarefa. Vamos tentar relaxar, pensando nas táticas, e se mantivermos esse espírito seguiremos confiantes.”, disse.