Fifa nega ter exigido isenção fiscal geral para a Copa

A entidade máxima do futebol publicou uma carta aberta em seu site oficial

Através de um documento publicado em seu site oficial, a Fifa se defendeu das críticas em relação à organização para a Copa do Mundo 2014. A entidade garante que não pediu "isenção fiscal geral para patrocinadores e organizadores."

Em 2007, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um termo de garantias governamentais para a realização do torneio no Brasil, dentre elas as isenções fiscais. Já em 2010, a presidente Dilma também aprovou a Lei Geral da Copa, garantindo para a entidade isenção total nas ações do Mundial.

De acordo com o Governo Federal "nenhum imposto, taxas ou outras contribuições serão impostas à Fifa, aos subsidiários da Fifa, às delegações da Fifa, às equipes, aos oficiais de jogos, às confederações da Fifa, às associações de membros, às associações de membros participativos, à emissora anfitriã e aos membros não residentes, à equipe e aos funcionários de todas estas partes. Eles deverão ser tratados como pessoas/entidades isentos de impostos."

Segundo o balanço divulgado pelo próprio governo foi calculado um total de R$ 1,1 bilhão em renúncias pelo TCU, não incluindo ainda as isenções das cidades-sede e dos governos estaduais, ou seja o valor é ainda maior.

Em sua defesa, a entidade afirma que "não faz nenhuma exigência para uma isenção fiscal geral para fornecedores e patrocinadores, ou para qualquer atividade comercial no país-sede."

"Ao contrário, a Fifa apenas requer uma facilitação dos procedimentos de alfândega para alguns materiais que precisam ser importados para a organização da Copa do Mundo e que não estão à venda no país-sede", completa.