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Fifa anula possibilidade de cancelar Copa: "Não há plano B"

Nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, integrantes da Fifa, do Ministério do Esporte e do Comitê Organizador Local (COL) trataram de desmentir boatos de cancelamento da Copa do Mundo por conta dos problemas passados nos últimos dias devido às manifestações populares.

Sobre as especulações de que Estados Unidos, Alemanha, Japão e China seriam cotados para sediarem o Mundial no lugar do Brasil, o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo afirmou que o país deve tem uma obrigação particular.

"Esses eventos não são disputados por acaso”, disse, lembrando as especulações.

“Creio que o Brasil deve continuar fazendo o esforço de organizar a Copa do Mundo de acordo com os desejos da comunidade internacional e mesmo do País. Temos uma obrigação particular. Não apenas de fazer estádios e receber bem os turistas, mas fazer bem tudo, para que isso sirva de instrumentos para melhorar as condições do Brasil em tudo: saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana e melhor de uma vez as condições de vida da população brasileira”, acrescentou.

Segundo o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, o Brasil deve aprender a lição com os problemas que está passando durante a Copa das Confederações para ser um bom anfitrião no Mundial do ano que vem.

“Para deixar claro: a final (da Copa das Confederações) vai ser disputada no Estádio do Maracanã e a Copa de 2014 será em 12 sedes no Brasil. Não há plano B, e não houve oferta oficial de nenhum país para a Copa de 2014”, afirmou Valcke.

“Os aprendizados da Copa das Confederações vão ajudar para a Copa do Mundo, e a segurança vai ser um deles. Queremos segurança para todos. O Brasil fez um trabalho incansável para organizar a Copa das Confederações, e temos que estar prontos para que em 2014 as coisas melhorem: haverá mais gente, temos que receber melhor as pessoas”, acrescentou o secretário-geral da entidade.

“A segurança faz parte dos acordos firmados entre a Fifa e o Governo. O Taiti se sentiu assustado pelo nível de segurança, mas Espanha acha que é normal porque estão acostumados. Não tem nada a ver com os protestos no Brasil. As coisas estão funcionando. Organizar uma Copa do Mundo é um evento esportivo e nada mais”, concluiu.