"Todo alemão que visita BH quer conhecer o palco do 7 a 1", diz assessor do Mineirão

Rivelle Nunes diz que número de turistas alemães no estádio aumentou e todo jornalista estrangeiro comenta sobre o jogo

Por sermos brasileiros, é natural que sempre ao falar sobre o histórico 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014, o assunto seja abordado com a ótica tupiniquim. No entanto, como é do outro lado?

É claro que o tetracampeonato é mais importante, mas a goleada alemã sobre os brasileiros foi, talvez, o passo mais importante da Nationalelf naquele Mundial e, sem sombra de dúvidas, um dos jogos mais históricos de todas as Copas.

Por isso, é mais do que natural o interesse de quem ama o futebol em conhecer um pouco mais da história do palco daquele jogo, o Mineirão, em Belo Horizonte. E segundo Rivelle Nunes, assessor da Minas Arena, empresa que administra o estádio, os germânicos passaram a ir em peso ao Gigante da Pampulha depois da maior humilhação da história do futebol brasileiro.

Camisa autografada pelos alemães é a única recordação física do 7 a 1 no estádio (Foto: Agência I7/Minas Arena)

"No Museu Brasileiro do Futebol e na visita ao Mineirão houve um aumento significativo do número de turistas alemães. Não temos o número exato porque o visitante espontâneo não é obrigado a preencher a ficha de avaliação, que é onde constam os dados de quem visita o estádio. Mas posso afirmar que o número de alemães realmente aumentou. Parece que todo alemão que visita Belo Horizonte quer conhecer o palco da maior vitória da seleção daquele país", conta Nunes.

"As demandas de veículos internacionais não aumentaram após a Copa do Mundo, mas todo jogo internacional que recebemos no Mineirão após a semifinal da Copa, algum jornalista estrangeiro comenta sobre o 7 a 1", comenta.


Felipe Torres/Goal Brasil

O assessor também falou a sua impressão pessoal daquela partida. "Fiquei praticamente todo o tempo do jogo no SMC (Stadium Media Center) do estádio. Naquele dia, o Mineirão recebeu mais de 1.700 jornalistas credenciados pela Fifa. O que percebi à medida que a goleada era desenhada até o pós-jogo não foi raiva, revolta, mas um sentimento de incredulidade. Parecia que ninguém acreditava no que aconteceu. A certeza é que todos que estavam no Mineirão naquele 8 de julho de 2014, seja a trabalho ou assistindo a partida, presenciaram ao vivo uma das mais importantes páginas da história do futebol ser escrita diante dos olhos".