Lucas Pratto admite que é torcedor do Boca e fala do estilo do técnico Levir Culpi: "Gosta que a equipe esteja sempre unida"

Na segunda parte da entrevista para a Goal, atacante argentino diz o que acha do estilo do treinador do Atlético-MG e ainda revela fatos do seu cotidiano
Por Daniel Gabin
Correspondente do Goal Argentina

Lucas Pratto está praticamente recuperado da lesão muscular que o afastou dos jogos da Copa Libertadores e do Campoenato Mineiro. Portanto, não será supresa se o atacante sentir, pela primeira vez, o peso de um clássico contra o Cruzeiro, próximo domingo, no Mineirão, pelo Estadual. O camisa 9 sabe que precisa brilhar em BH para voltar a chamar a atenção do técnico Tata Martino, da seleção argentina.  Na segunda parte da entrevista com a Goal, Pratto fala sobre a vontade de vestir a camisa do combinado hermano, revela a torcida pelo Boca e o vício pelo desenho "Os Simpsons".

Como é trabalhar com o técnico Levir Culpi?

É um treinador que trabalhou no Japão, que está agora em sua segunda passagem pelo Atlético. É campeão da Copa do Brasil. Levir é um treinador que gosta muito de explorar o tático, atacando pelos lados. Ele é muito simpático e gosta que a equipe esteja unida. Desde que cheguei,  me tratou muito bem, assim como o resto da sua comissão técnica. É bom ter um treinador tão sério, porque você sabe que todos acabam caminhando na mesma direção.

A proposta tática do time te agrada?

Temos muito boa movimentação de bola no meio-campo. E trabalhamos muito o ataque surpresa pelos lados.

Você não gosta de ter posição fixa e prefere movimentar por todo o ataque. Tem essa liberdade com Levir?

Sim, dependendo do momento. Se tivermos a bola no meio-campo, fico livre para me movimentar. Mas quando os laterais estão com a bola, eu tenho que estar na área. No Vélez, como tínhamos um 9 a mais, eu podia estar mais atrás, no rebote. Mas o bom que estou incorporando tudo.

Você já ouviu falar de Miguel Angel Ortiz, goleiro argentino que foi ídolo do Galo nos anos 70?

Ainda não. Vou perguntar. Aqui, os goleiros são muito bons. Para um goleiro argentino vir e fazer sucesso aqui, deve ter sido muito bom.

Se voltasse ao futebol argentino, você gostaria de voltar ao Boca, River ou Vélez?

A prioridade sempre vai ser o Vélez. Depois vejo o que acontece no futuro.

Mas você torce para o Boca, não?

Sim, mas não tenho o fanatismo que tinha antes. Hoje em dia, a camisa do Vélez é mais importante para mim, pelo sentimento que tenho ao clube. Vamos ver o que vai se passar em três, quatro anos. 

Você vai ter 30 anos em 2018. Como acha que estará?

Espero que bem. Pensar na seleção argentina é muto difícil, pela qualidade dos nossos atacantes.

Íamos te perguntar se com 30 anos você estaria casado com uma brasileira...

(Sorri e retoma o tema da seleção argentina) Já te digo: o sonho, eu sempre vou ter, como todo jogador de futebol. Mas sei que é muito difícil. Sou de um país com os melhores atacantes do mundo. Vou lutar, mas na seleção estão os melhores. Tenho que fazer muitos gols no Atlético primeiro para ver se consigo uma chance.

Montillo, Barcos e D'Alessandro, para citar alguns que jogaram no futebol brasileiro, conseguiram sua chance ao se destacarem no Brasil.

Sim, claro. Mas tenho de fazer muitos gols primeiro para pensar nessa possibilidade.

Se sentiu perto da seleção em algum momento?

Nunca falei com o Martino (Tata Martinho, técnico) ou com pessoas próximas a ele. Mas quando começam a falar do meu nome, fico sempre contente. Com que os jornalistas falaram também, porque isso significa que venho fazendo bem as coisas. Sei que tanto o Martinho quanto o Sabella, quando esteve na seleção, acompanham muito o futebol argentino e o brasileiro. Isso é importante para que todos os jogadores tenham o sonho de poder estar na seleção.

VEJA TAMBÉM A PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA DE PRATTO

Se tivesse que jogar na Europa, qual liga ia preferir?

Acho na Alemanha ou Espanha. Se pudesse escolher, a alemã.

E em algum time de La Plata (Estudiantes ou Gimnasia), onde você nasceu?

Nenhum dos dois. Sou mais simpatizante do Gimnasia pelo meu irmão, que é um torcedor fanático e sofrido..

Você é fanático pelo desenho Os Simpsons. Tem tatuagem e tudo mais. Gosta de um capítulo em especial?

Gosto de todos. Quando criança, eu e meu irmão assistíamos muito o desenho e a medida que fomos crescendo, esperávamos a hora de ver Os Simpsons. O capítulo mais legal é quando o Homer consegue ser chefe de uma sociedade secreta (Stonecutters), por ser o elegido. Também os de Halloween. Gosto de todos e até do filme. Quanto fui ver o filme no cinema, achei que não ia gostar tanto, mas eu gostei sim. Vejo muito Os Simpsons antes de dormir ou no descanso da tarde. Tenho os DVDs em casa.

Está conectando às redes sociais?

Tento não dar muito importância a elas. Twitter eu sigo muito, porque têm as notícias esportivas, dos clubes e os horários da Copa Libertadores, que gosto muito de ver.  Assisto a qualquer jogo da Libertadores. Facebook quase não uso e Instagram eu tinha, mas fechei e preferi agora criar um privado para minha família.