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Uma ironia futebolística emocionante... O novo Atlético parte para o ataque e o Barcelona paga o preço

O Atlético de Madrid enfrenta um desafio complexo contra o Barcelona, em um dos confrontos mais emocionantes do futebol espanhol. À primeira vista, este confronto parece ser o clássico entre uma equipe defensiva e outra ofensiva, mas, na verdade, apresenta uma contradição notável.

Sob o comando do experiente argentino Diego Simeone, o Atlético de Madrid tornou-se um time que marca mais gols do que defende, enquanto o Barcelona sofre com um sistema defensivo que abre brechas para os adversários, apesar de sua ousadia ofensiva sob o comando de Hansi Flick.

  • FC Barcelona v Atlético de Madrid - Copa Del ReyGetty Images Sport

    O Atlético ofensivo e uma reviravolta inesperada

    O nome do Atlético de Madrid sempre foi associado à solidez defensiva e à disciplina tática, mas a versão atual parece diferente.

    O próprio Simeone reconheceu essa mudança ao afirmar que a equipe “está numa fase em que ataca melhor do que defende”, uma frase que não teria sido dita em seus primeiros anos no comando do time.

    Os números refletem claramente essa mudança: contra o Barcelona de Flick, e de acordo com as estatísticas da Opta, o Atlético marca em média 1,75 gols por partida, a maior média de gols da equipe madrilenha contra qualquer versão do Barcelona durante a era Simeone, que já dura 14 anos.

    Esse número supera os confrontos contra grandes treinadores como Luis Enrique, Ernesto Valverde e Xavi, nos quais as médias foram bem menores.

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  • FBL-EUR-C1-ATLETICO MADRID-TOTTENHAMAFP

    Defesa enfraquecida e ausências importantes

    No entanto, essa evolução ofensiva é acompanhada por um claro declínio no sistema defensivo; o Atlético já não é mais aquele time capaz de administrar a vantagem e controlar o ritmo da partida como antes, e fatores como erros individuais, lesões e a falta de profundidade no elenco contribuíram para esse declínio.

    A situação se complica ainda mais com a ausência do goleiro titular Jan Oblak, que não se recuperou da lesão, o que coloca pressão adicional na defesa diante do ataque versátil do Barcelona.

    Leia também: Atlético de Madrid responde à admissão da comissão técnica do erro da arbitragem na partida contra o Barcelona

  • FBL-EUR-C1-BARCELONA-NEWCASTLEAFP

    A ousadia que custa caro

    Por outro lado, o Barcelona, sob o comando de Flick, apresenta um futebol ofensivo ousado, mas que acarreta riscos evidentes.

    O time catalão concede grandes espaços aos adversários, especialmente atrás da linha defensiva, algo que o Atlético percebe bem e procura explorar.

    Simeone e sua comissão técnica transmitem uma mensagem clara aos jogadores: as oportunidades surgirão, desde que as transições ofensivas sejam executadas com rapidez e precisão.

    Isso explica o sucesso do Atlético em marcar 14 gols em 8 partidas contra o Barcelona de Flick, sendo que a maioria deles surgiu em contra-ataques ou jogadas longas por trás da defesa.

    Até mesmo Flick reconheceu o problema, apontando que a pouca experiência de seus zagueiros, como Pau Cubarsi e Gerard Martín, os torna propensos a cometer erros de posicionamento e de tomada de decisão.

  • Atletico de Madrid v FC Barcelona - LaLiga EA SportsGetty Images Sport

    Os pontos-chave da partida... Velocidade e determinação

    O Atlético depende muito das jogadas de Antoine Griezmann, que continua sendo o coração do ataque, ao lado de nomes como Julián Álvarez, Ademola Lookman e Giuliano Simeone; esses são os trunfos com os quais Simeone conta para furar a defesa do Barcelona.

    O técnico argentino não escondeu a importância de Griezmann, mas dirigiu-lhe uma mensagem direta que reflete sua filosofia rigorosa: “Gosto muito de você, mas se não correr, vai para fora”.

    Essa mensagem resume a mentalidade de Simeone, que não tolera complacência, seja qual for o nome do jogador.

  • simeone flickGetty Images

    Um conflito de filosofias em curso

    O confronto parece aberto a todas as possibilidades: o Barcelona tentará impor seu estilo ofensivo e de domínio de bola, enquanto o Atlético aguarda o momento certo para atacar com contra-ataques rápidos.

    A grande ironia é que o time que servia de exemplo na defesa passou a depender do ataque, enquanto o time conhecido pelo seu futebol espetacular sofre na defesa.

    E, em meio a essas contradições, o jogo pode ser decidido por um pequeno detalhe, como um passe no espaço, um contra-ataque rápido ou um erro defensivo fatal.