O Palace, que havia derrotado o Liverpool na Community Shield em agosto e surpreendido o Manchester City ao conquistar seu primeiro troféu importante com a FA Cup da última temporada, parecia um clube modelo e o exemplo perfeito do que um técnico de alto nível poderia alcançar com recursos escassos. Glasner também estava desafiando a crença comum de que a mesma formação 3-4-3 com a qual Amorim havia se esforçado não poderia funcionar na Premier League.
Com o United passando quase um ano trabalhando no 3-4-3 e gastando cerca de £ 250 milhões (US$ 336 milhões) em jogadores projetados para jogar nesse sistema, sem mencionar a dispensa de alas tradicionais como Marcus Rashford, Alejandro Garnacho, Antony e Jadon Sancho, Glasner parecia uma escolha lógica para continuar no mesmo caminho que o clube vinha trilhando.
Ele era efetivamente um garoto-propaganda do 3-4-3 e havia arquitetado duas vitórias sobre o United, uma goleada por 4 a 0 quando Erik ten Hag estava no comando e uma vitória por 2 a 0 em Old Trafford sobre Amorim.
Mas muita coisa mudou nos últimos cinco meses e, embora Glasner esteja atualmente em segundo lugar, segundo as casas de apostas, atrás de Michael Carrick para ser o técnico do United no início da próxima temporada, o austríaco vai ao Old Trafford no domingo tendo esgotado a maior parte da boa vontade que conquistou dos torcedores do Palace. E ele está começando a se assemelhar aos piores aspectos de Amorim...










