+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais
FBL-ESP-LIGA-REAL MADRIDAFP

Traduzido por

O Barcelona deve “pagar por suas ações” no caso da arbitragem de Negreira, segundo o presidente do Real Madrid, que afirma que a relação com o rival da La Liga está “completamente rompida”

  • Linhas de batalha traçadas em torno do escândalo Negreira

    A aliança de longa data entre os dois maiores clubes da Espanha chegou a um fim definitivo após os últimos comentários de Pérez sobre o caso Negreira, durante uma entrevista com Josep Pedrerol no canal La Sexta. O presidente do Real Madrid não mediu palavras ao falar sobre a investigação relativa aos pagamentos do Barcelona ao ex-vice-presidente de arbitragem José Maria Enríquez Negreira, classificando-a como o escândalo mais grave da história do esporte.

    Pérez confirmou que o vínculo entre os clubes agora é inexistente. “Está completamente rompido”, afirmou Pérez. “Não quero ter uma relação com um clube que pagou árbitros por duas décadas. Quero que eles paguem por suas ações, assim como eu gostaria que qualquer outro clube fizesse. É o maior caso de corrupção no futebol. É corrupção sistêmica. O Real Madrid é o único que apareceu como parte envolvida. A La Liga, por outro lado, não diz nada.”


  • Publicidade
  • Real Madrid CF v FC Barcelona - LaLiga EA SportsGetty Images Sport

    Alegações de perda significativa de pontos

    O Real Madrid assumiu uma postura proativa no processo judicial, com Pérez revelando a extensão da documentação que o clube está disposto a apresentar para fundamentar suas alegações de tratamento injusto. Ele sugeriu que a suposta corrupção teve um impacto direto e mensurável na classificação recente do campeonato, citando especificamente as dificuldades enfrentadas na atual temporada.

    O presidente detalhou os próximos passos do clube na batalha judicial: “Vamos apresentar toda a documentação à UEFA. São 500 páginas. É uma documentação muito importante. Anotamos, ano após ano, todos os pontos que nos foram tirados de forma flagrante. Este ano, tiraram-nos entre 16 e 18 pontos. Se o Barça quiser me processar, que o faça. Eu só fiquei sabendo do Caso Negreira há três anos. O primeiro a se apresentar como vítima é o Real Madrid. Então percebi que o Barcelona vinha pagando aos árbitros há mais de duas décadas.”

  • A tensão aumenta à medida que o Barcelona revida

    O caráter explosivo das acusações surge após uma coletiva de imprensa realizada por Pérez na terça-feira, na qual ele pediu novas eleições no clube e lançou um ataque feroz contra o Barcelona. Essa provocação direta provocou uma resposta imediata do Camp Nou. O vice-presidente do Barcelona, Rafa Yuste, não hesitou em descartar as alegações de Pérez como uma manobra de distração, sugerindo que o presidente do Real Madrid está tentando mascarar as deficiências do seu próprio clube em campo, após uma temporada sem títulos importantes.

    Yuste ofereceu uma réplica contundente às alegações: “As palavras de Florentino me pareceram patéticas e cheias de falsidades. O clube já divulgou ontem um comunicado informando que está estudando medidas legais, mas quero dizer que essa manobra de Florentino Pérez para encobrir um desastre esportivo que vem ocorrendo há dois anos não o levará a lugar algum.”


  • FBL-ESP-REAM MADRIDAFP

    Conflitos internos e rumores sobre as eleições

    Além da guerra de palavras com o Barcelona, Pérez também abordou o clima interno no Santiago Bernabéu. Apesar dos relatos de atritos dentro do elenco — especificamente uma discussão no campo de treinamento entre Federico Valverde e Aurélien Tchouameni —, o presidente manteve-se firme em relação à sua liderança e à sua intenção de se candidatar à reeleição.

    “Eles se dão perfeitamente bem”, explicou Pérez sobre seus jogadores. “Brigas nos treinos são constantes. Pergunte isso a qualquer clube. Mas o que não existe é a má-fé dessa campanha orquestrada. Tenho a obrigação de me envolver com os jornalistas. E nada acontece. Tenho que defender os donos do Real Madrid, que são os sócios. É preciso apontar os jornalistas que são inimigos do Real Madrid. Eu disse: acabou. Vou convocar eleições. Antes de entrar lá, todos achavam que eu ia sair. Quero continuar e ganhar muitas outras Copas da Europa.”