Marta e muito mais: veja 15 estrelas que podem brilhar na Olimpíada

Christen Press Vivianne Miedema Mana Iwabuchi splitGetty/Goal
  • Barbra Banda - ZambiaCosafa media

    Barbra Banda (Zâmbia)

    Se a Zâmbia trouxer uma surpresa nas Olímpiadas, é provável que Barbra Banda seja crucial para isso.

    Depois de se estabelecer como uma empolgante jovem atacante na Espanha, marcando 15 gols em 28 jogos pelo time de Logroño que lutava contra o rebaixamento, Banda mudou-se para a China e ainda não parou de marcar por lá.

    A jovem de 21 anos, que já é capitã de seu país, foi a melhor artilheira da Super League Feminina Chinesa em 2020, marcando 18 gols, e marcou no amistoso mais recente da Zâmbia - uma vitória por 2 a 1 - sobre o Chile em novembro.

  • Debinha Brazil Women 2021Getty

    Debinha (Brasil)

    Descrita pelo treinador da seleção feminina dos Estados Unidos, Vlatko Andonovski, como "uma das melhores jogadoras do mundo", Debinha é muito especial.

    Duas vezes campeã da NWSL (prêmio concedido pelo National Women's Soccer League), eleita a jogadora mais valiosa do campeonato em 2019, a estrela do North Carolina Courage tem a capacidade de criar chances, correr para receber os passes ou produzir algo para ganhar um jogo.

    O Brasil melhorou defensivamente com a treinadora Pia Sundhage e, em uma jogadora como Debinha, tem o catalisador para fazer do seu ataque um sério problema para os adversários no Japão.

  • Christiane Endler Chile Women 2019Getty

    Christiane Endler (Chile)

    Considerada uma das melhores goleiras do mundo, Christiane Endler é a estrela do Chile.

    Nomeada no FIFPro World XI no ano passado, ela acaba de terminar uma temporada sensacional no PSG, ajudando o time a vencer a liga francesa pela primeira vez com um incrível número de 19 jogos sem sofrer gols em 22 jogos no total. Essas contribuições também lhe renderam o prêmio de goleira do ano da categoria.

    Endler, que já se transferiu para o heptacampeão europeu Lyon, será crucial para o Chile também neste torneio, já que é provável que ela seja chamada à ação um pouco mais do que no clube.

  • Abby Erceg New Zealand Women 2019Getty

    Abby Erceg (Nova Zelândia)

    Abby Erceg pode não ser um nome familiar, mas ela é uma das jogadoras de futebol mais premiadas da Nova Zelândia. A defensora ganhou três campeonatos da NWSL e foi eleita a zagueira do ano do campeonato em 2018.

    A primeira jogadora de qualquer gênero a chegar às 100 partidas pelo seu país, ela também tem uma vasta experiência, tendo disputado sete grandes torneios.

    A presença de Erceg será tão importante como sempre neste torneio. Rebekah Stott, tantas vezes ao lado dela na defesa, lamentavelmente perderá os Jogos depois de ser diagnosticada com câncer no sangue.

    Com sua experiência e seu caráter ausentes, o papel de Erceg como líder será ainda mais importante quando a Nova Zelândia começar a navegar em um grupo muito difícil.

  • Hanna Glas Sweden Women 2021Getty

    Hanna Glas (Suécia)

    Hanna Glas entrou no centro das atenções na última temporada, especialmente com suas atuações na Liga dos Campeões pelo Bayern de Munique. A forma da lateral levou o treinador do clube, Jens Scheuer, a considerá-la “uma das melhores laterais direitas do mundo”.

    “Vejo como ela é dinâmica, como ela é segura em seus passes, mas também como ela pode ser perigosa em nosso jogo de ataque”, disse ele.

    Glas ajudou o Bayern a conquistar seu primeiro título da liga em cinco anos com essas qualidades, ao mesmo tempo em que alcançou as semifinais na Europa.

    Nestes Jogos, ela espera ajudar a Suécia a escalar alturas semelhantes, tendo perdido a campanha da medalha de prata de seu país no Rio 2016.

  • Lauren Hemp Team GB Women 2021Getty

    Lauren Hemp (Grã-Bretanha)

    Lauren Hemp pode ter apenas 20 anos, mas ela já se firmou como uma jogadora importante no Manchester City.

    Depois de perder a primeira metade da temporada passada devido a uma lesão, o técnico Gareth Taylor elogiou o impulso que seu retorno deu a toda a equipe - e Hemp certamente tentou recuperar o tempo perdido. Depois de fazer sua primeira aparição na temporada em dezembro, ela marcou seis gols e registrou oito assistências em 15 jogos.

    Este desempenho ajudou a ponta a ganhar o prêmio de Jovem Jogadora do Ano da PFA pela terceira vez, além de garantir sua vaga no avião para Tóquio, para o que será seu primeiro torneio principal na seleção principal.

  • Lindsey Horan USWNT 2021Getty

    Lindsey Horan (Estados Unidos)

    Envolvida em 55 gols em suas 98 partidas até o momento, Lindsey Horan oferece à seleção feminina dos Estados Unidos uma séria ameaça ofensiva no meio-campo. No entanto, suas contribuições no Japão nesta Olímpiada podem ser um pouco diferentes.

    Julie Ertz é uma das jogadoras mais importantes da seleção americana, muitas vezes descrita como assistente de lateral em sua função de meio-campo. Mas, com ela se reabilitando de uma lesão durante o torneio, pode ser responsabilidade de Horan preencher uma lacuna crucial.

    O modo como ela assume esse papel pode ser significativo para que seu país leve o ouro para casa - e se Ertz se recuperar para liberá-la das funções defensivas no meio do torneio, não há dúvida de que Horan aproveitará ao máximo sua liberdade.

  • Mana Iwabuchi Japan Women 2021Getty

    Mana Iwabuchi (Japão)

    Quando Mana Iwabuchi se juntou ao Aston Villa em janeiro, foi vista como um grande golpe para o time recém promovido da Super League Feminina.

    Em sua batalha contra o rebaixamento, a jogadora japonesa contribuiu com um estilo de jogo criativo, marcando e auxiliando os dois gols no empate de 2 a 2 com o Reading e disparando um foguete absoluto para o canto superior do gol na vitória por 1 a 0 sobre o Tottenham. Essas contribuições representaram quatro pontos importantíssimos para o Villa na competição

    Contratada pelo Arsenal nesta janela, a veloz Iwabuchi agora está pronto para brilhar em casa nas Olimpíadas.

    Vencedora da Copa do Mundo em 2011 e medalha de prata olímpica em 2012, ela tem experiência para ajudar seu país a ter sucesso e, com seis gols e cinco assistências em seus últimos cinco jogos pelo Japão, está em uma forma incrível.

  • Kim Little Great Britain Women 2021Getty

    Kim Little (Grã-Bretanha)

    Descrita pela goleira americana Hope Solo como "a jogadora mais talentosa com quem já joguei", Kim Little será uma peça muito importante na seleção britânica.

    A meia é uma das três jogadoras não inglesas que representam a Grã-Bretanha e será uma de suas três capitãs nos Jogos também, tal é a sua liderança.

    Little perdeu parte da temporada passada com o Arsenal, mas terminou a campanha com dois gols nos últimos três jogos. O segundo deles, um pênalti de última hora para arrebatar uma vitória por 2 a 1 sobre o Everton, que garantiu uma vaga na Liga dos Campeões para os Gunners.

    No entanto, é sua criatividade e capacidade de controlar os jogos que a tornam tão especial - qualidades que a Grã-Bretanha espera que possam ajudá-los a se tornarem uma força neste torneio em sua busca por uma medalha.

  • Sam Kerr Australia 2021Getty

    Sam Kerr (Austrália)

    Depois de vencer a Chuteira de Ouro da WSL com 21 gols em 22 jogos, Sam Kerr será a favorita para o prêmio nos Jogos deste ano.

    A jogadora de 27 anos tem estado em destaque em todas as competições pelo Chelsea, - equipe campeã da WSL - conseguindo um hat-trick na vitória na final da Taça Continental em março, ao mesmo tempo que marcou três gols na sua primeira campanha na Liga dos Campeões feminina.

    Ela ainda não marcou nos cinco jogos desde que Tony Gustavsson assumiu o cargo na Austrália, mas com o time tendo melhorado muito nesses jogos, principalmente defensivamente, a plataforma está aí para Kerr, autora de quatro gols em cinco jogos nas eliminatórias, brilhar em um dos maiores palcos do planeta.

  • Marta Brazil Women 2021Getty

    Marta (Brasil)

    Marta pode ser amplamente considerada a maior jogadora de todos os tempos no futebol feminino, mas, aos 35 anos, está perdendo as chances de se auto-denominar campeã mundial.

    Parte da geração que ajudou o Brasil a chegar às finais nas Olimpíadas de 2004, Copa do Mundo de 2007 e Olimpíadas de 2008, sofreu com a falta de investimento que impediu a seleção de colocar as mãos em um dos grandes prêmios.

    No entanto, Marta ainda está por aí, brilhando como um elemento chave do elenco que, sob a orientação de Pia Sundhage, duas vezes medalha de ouro como técnica, tem muito mais profundidade.

    Ela pode finalmente obter o prêmio que seu talento merece?

  • Vivianne Miedema Netherlands Women 2020Getty

    Vivianne Miedema (Holanda)

    Não existe nenhuma jogadora no futebol feminino como Vivianne Miedema.

    Combinando os papéis de número 9 como atacante e número 10 no meio-campo, ela se estabeleceu como uma das atacantes mais temidas do mundo, tornando-se a artilheira de todos os tempos da WSL no ano passado com apenas 24 anos de idade.

    Com a Holanda, seus números são impressionantes: 73 gols em 96 partidas, fazendo dela a melhor artilheira de todos os tempos do país.

    Ela ajudou a equipe holandesa a ganhar a Euro em 2017 e a chegar à final da Copa do Mundo em 2019. Tendo acabado de se tornar a primeira jogadora na história da WSL a marcar 15 ou mais gols em três temporadas consecutivas, ela terá que brilhar se o time holandês quiser voar mais alto.

  • Christen Press USWNT 2020Getty

    Christen Press (Estados Unidos)

    O mundo pode não ter visto Christen Press no seu melhor no nível na temporada passada, com um longo período de lesão que a limitou a apenas 12 partidas e quatro gols no Manchester United, mas ela certamente está voltando ao ser melhor pelos Estados Unidos.

    A jogadora de 32 anos marcou cinco gols e quatro assistências pela seleção em 2021 e parece destinada a ser titular no Japão nesta Olimpíada, depois de ter feito cinco de suas sete partidas na Copa do Mundo de 2019 como reserva.

    Apesar de seu papel limitado há dois anos, ela ainda marcou na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra nas semifinais. A perspectiva do que ela poderia fazer em Tóquio 2020, em forma e com mais oportunidades, é empolgante.

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    Christine Sinclair (Canadá)

    Aos 38 anos, é quase certo que esta será a última Olimpíada de Christine Sinclair. A atacante atualmente detém muitos recordes no torneio de futebol feminino, incluindo mais gols em uma única edição, além de ter duas medalhas de bronze no currículo.

    Ainda há muitos recordes que ela pode perseguir, incluindo o título de melhor artilheira de todos os tempos.

    Mas seus olhos estão fixados no objetivo da equipe de alcançar uma medalha de cor diferente. O Canadá parece sólido defensivamente sob o comando da nova técnica Bev Priestman, mas sem tanta força de ataque, apesar do talento disponível.

    Sinclair espera ajudar a mudar isso no Japão.

  • Wang Shuang China Women 2021Getty

    Wang Shuang (China)

    Wang Shuang é uma das jogadoras mais talentosas de seu país, mas as oportunidades de mostrar isso não surgiram facilmente.

    Na Copa do Mundo de 2015, ela foi usada como reserva devido a uma pequena lesão. Quatro anos depois, a China decepcionou, marcando apenas um gol na fase de grupos antes de ser eliminada nas oitavas de final.

    A China espera ter uma exibição melhor neste torneio e, se o fizerem, Wang estará no centro disso.

    No play-off da seleção olímpica contra a Coreia do Sul, a meia-campista marcou o gol da vitória no jogo de ida antes de marcar o gol na prorrogação no jogo da volta que garantiu a passagem da China para Tóquio.

    Ela mostrou à Europa vislumbres do que é capaz no passado, marcando sete gols em uma curta passagem pelo PSG em 2018/19. Nesta Olimpíada, espera mostrar ao mundo esse talento.