Cristiano Ronaldo: compare seu desempenho com o de outros craques do passado na Serie A

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O atacante português fez um primeiro turno promissor na Itália, mas o feito não é inédito considerando outros jogadores que adotaram o país da bota

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    Cristiano Ronaldo

    Cristiano Ronaldo tem feito uma primeira campanha boa na Serie A, com 12 gols nos primeiros 18 jogos desde a transferência do Real Madrid para a Juventus.

    A importância do português para a equipe italiana é notável, a ponto de começar a partida contra a Atalanta no banco de reservas. No entando, quando o time estava perdendo por 2 a 1, ele saiu do banco de reservas e foi responsável por empatar o jogo e manter a invencibilidade histórica da Velha Senhora

    Considerando isso, a Goal volta ao tempo e compara o rendimento do camisa 7 com outros atletas estrangeiros que tenham feito sucesso comparável nos primeiros passos em suas respectivas jornadas na Itália.

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    Gabriel Batistuta

    Depois de passagens marcantes por River Plate e Boca Juniors, Gabriel Batistuta mudou de ares e foi para a Fiorentina em 1991, não antes de fazer uma Copa América notável com a Argentina, quando marcou seis gols.

    A seca de gols foi marcante em seus primeiros meses na equipe, a ponto de ter apenas três tentos na conta no fim de dezembro. A recuperação veio ao longo do restante da temporada, na qual terminou com 13 bolas na rede em uma Viola relativamente fraca.

    Batigol, como ficou conhecido ao longo da carreira, marcou 16 gols em sua segunda temporada. Isso, no entanto, não foi suficiente para salvar a Fiorentina do rebaixamento.

    Ele se manteve na equipe que disputou a segunda divisão e só saiu em 2000, quando recebeu uma oferta da Roma, onde ganhou um Scudetto.
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    Ruud Gullit

    O Milan levou Ruud Gullit do PSV em uma transferência recorde em 1987 mas, apesar dos 6 milhões de libras gastos no holandês (cerca de R$ 29 millhões de reais), as barreiras linguística e futebolística fizeram com que sua primeira temporada serivsse como adaptação, tanto que, na primeira metade da campanha, o jogador foi às redes apenas duas vezes.

    A partir de janeiro, no entanto, a fase artilheira veio e ele terminou a temporada com nove gols e a conquista do Campeonato Italiano.

    Apesar de alguns problemas, Gullit se tornou uma lenda na equipe Rossonera, onde ele ganhou também duas Champions League consecutivas.

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    Kaká

    Apesar do interesse de diversas equipes, o Milan conseguiu assegurar a contratação de Kaká em 2003 pela bagatela de 8,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 37 milhões), o que o então presidente do time, Silvio Berlusconi, considerou "preço de banana".

    O meia se tornou uma revelação na Serie A. Apesar dos dois gols marcados, ele ficou marcado pelo poder de criação de jogadas, substituindo Rui Costa entre os titulares e se firmando cada vez mais ao longo da temporada

    Ele foi nomeado como Jogador do Ano da Serie A pelos 10 tentos feitos, além da participação efetiva no sistema de jogo da equipe, que terminou aquele ano com o título do Campeonato Italiano.

    Resumidamente, Kaká começou o caminho para se tornar um dos melhores jogadores da história a chegar ao futebol italiano.

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    Diego Maradona

    Se CR7 causou impacto em sua chegada à Juve, a ida de Diego Maradona ao Napoli sacudiu o mundo do futebol em 1984, quando o argentino saiu do Barcelona.

    Maradona foi recebido como o salvador da pátria em Nápoles e alcançou o status de ser divino ao conquistar dois títulos do Campeonato Italiano durante os seis anos que defendeu a camisa da agremiação Partenopei.

    Apesar do começo pouco empolgante, o camisa 10 engrenou na segunda metade da primeira temporada, com 14 gols marcados que o colocaram como terceiro na tabela de artilharia da competição, apenas quatro a menos que Michel Platini.

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    Michel Platini

    A Juventus se aproveitou do fim do vínculo de Michel Platini com o Saint-Étienne e confirmou a contratação do jogador por um valor abaixo do normal.

    Apesar das expectativas, Platini começou sua trajetória com a Velha Senhora de maneira lenta, ele conseguiu terminar o campeonato com 16 gols marcados no que foi a primeira de três artilharias colecionadas na equipe, além de três Ballons d'Or consecutivas.
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    Ronaldo

    A Inter de Milão se aproveitou do impasse entre Ronaldo e Barcelona e conseguiu levá-lo para a Itália por 27 milhões de dólares (cerca de R$ 104 milhões), o que, na época, representou a maior transação da história

    O atacante causou alvoroço na única temporada em que esteve nos Blaugranas e parece ter se tornado um atacante completo quando pisou em San Siro, o que lhe rendeu o apelido de "Il Fenomeno" ou "O Fenômeno", pela capacidade de marcar vários gols.

    Em seu primeiro ano na Itália, o camisa 9 marcou 25 gols, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Jogador da Serie A naquela temporada.

    Infelizmente, a fase boa foi bruscamente encurtada pelas duas lesões graves sofridas no joelho, que significaram um tempo maior no departamento médico que nos gramados durante os quatro anos restantes que defendeu o time Nerazzurri.

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    Andriy Shevchenko

    Muitos se perguntaram se Shevchenko conseguiria repetir, no Milan, o futebol fantástico apresentado no Dínamo de Kiev. Veio a temporada 1999/00, e com ela os gols do ucraniano, que tomou de assalto a Serie A: foram 10 gols marcados até a pausa para o recesso de inverno, que se somaram a outros 14 até o meio do ano seguinte.

    Depois disso, a história é bem conhecida: Sheva viria se tornar o segundo maior artilheiro da história dos Rossoneri em todos os tempos, com 175 tentos ao longo de oito anos, superando nomes como Marco van Basten (124) e atingindo uma marca que nem Filippo Inzaghi (126) e Kaká (104) conseguiriam quebrar.

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    George Weah

    Um dos melhores atacantes do mundo naquela época, George Weah atraiu os holofotes do mundo do futebol enquanto defendeu o PSG, o que lhe rendeu a transferência ao Milan em 1995.

    O liberiano foi o artilheiro da equipe com 11 gols em seu primeiro ano como jogador do clube italiano, o que foi suficiente para a conquista do Campeonato Italiano. Aquela temporada lhe rendeu o primeiro Ballon d'Or, inédito para um atleta do continente africano.

    A tempordada seguinte foi ainda mais proveitosa, com 13 gols. O segundo título do Campeonato Italiano veio em 1999 mas, apesar disso, o primeiro Scudetto erguido ainda é lembrado por muito como o mais marcante

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    Marco van Basten

    A passagem de Marco van Basten pela Itália não começou como o esperado, já que as lesões impediram uma maior sequência em seu primeiro ano no San Siro: depois do gol marcado em sua estreia pelo Milan, diante do Pisa, o holandês terminou a temporada tendo balançado as redes apenas três vezes.

    Foi a partir daí, porém, que sua sorte mudou. O goleador anotou 19 tentos na Serie A seguinte, além de outros dez só na campanha do título milanês na Copa Europeia - com direito a dois só na decisão contra o Steaua Bucareste.

    A carreira de Van Basten seria encurtada, infelizmente, em função de uma lesão séria, que o fez pendurar as chuteiras aos 31 anos de idade, em 1995.