A indecisão de Carrick quanto a quem deve ser o atacante central é parte do problema. Mbeumo tem sido menos eficaz desde que começou a jogar ao lado de Sesko, não conseguindo rematar nenhuma vez nesses quatro jogos em que foi escalado na ala direita. Esse é um papel muito diferente daquele que desempenhava sob o comando de Amorim, quando desenvolveu uma excelente sintonia com o lateral-ala Amad Diallo.
Essa amizade, no entanto, se transformou em uma rivalidade pela vaga na ala direita, com Amad impressionando ao sair do banco contra o Chelsea, depois de ter sido o melhor atacante do United na derrota em casa para o Leeds — partida em que Mbeumo começou como reserva, pois se recuperava de uma contusão.
É claro que Mbeumo está sob enorme pressão para recuperar a forma que tinha no início da temporada, e ele não pode se dar ao luxo de deixar a seca de gols se prolongar até o final da temporada. Se ele não redescobrir seu faro de gol nos últimos cinco jogos do United, terminará a temporada com menos gols do que Hojlund marcou em sua campanha de estreia e seguirá o mesmo caminho preocupante do qual o dinamarquês nunca se recuperou.
Mbeumo precisa seguir seu próprio mantra e ser muito melhor do que foi ontem; caso contrário, sua transferência dos sonhos para o United pode acabar mais cedo do que o esperado.