A Inglaterra venceu por 2 a 1 na prorrogação. E se a vitória da semana passada no Azteca foi obra de 11 jogadores empenhados, esta foi de Bellingham e outros 16. Thomas Tuchel, porém, não ficou satisfeito — algo que deixou claro após a partida. Ele classificou a atuação da Inglaterra como ruim, carente de qualidade técnica. Isso pode até ser verdade, mas agora há uma semifinal da Copa do Mundo pela frente. O que importa aqui são os resultados, não os métodos.
Havia rumores esporádicos antes do início da partida de que o jogo poderia ser adiado devido ao calor — e certamente parecia ser o caso no ar abafado do sul da Flórida. A Inglaterra jogou assim também no início da partida e careceu de agilidade nos passes, apesar de ter controle quase total.
No entanto, a Noruega abriu o placar. Na verdade, foi preciso um pouco de sorte. Andreas Schjelderup certamente tentava cruzar quando lançou a bola para a trave oposta, em direção a Erling Haaland, e deu de ombros com satisfação quando a bola bateu na trave e entrou aos 36 minutos. Bellingham acordou a Inglaterra pouco antes do intervalo. Anthony Gordon cortou a bola para dentro. Bellingham controlou, avançou e finalizou no canto inferior com o pé menos habilidoso. O placar poderia ter sido 2 a 1 no intervalo quando Bellingham lançou Harry Kane. Mas o capitão da Inglaterra saiu um pouco antes da hora — e viu seu habilidoso chute por cima ser anulado.
A Noruega partiu para cima logo no início do segundo tempo. E quase marcou o segundo gol também. Torbjorn Heggem mandou a bola no ângulo superior da rede após um escanteio, mas o VAR anulou o gol depois que Haaland empurrou Elliot Anderson no momento em que a bola foi cruzada. Eles chegaram perto novamente aos 75 minutos, quando Kristoffer Ajer cabeceou na trave. A Inglaterra teve algumas chances no final do segundo tempo, com destaque para um passe perigoso de Bukayo Saka que ninguém conseguiu converter. Fora isso, porém, o jogo parecia destinado à prorrogação.
A Inglaterra marcou logo no início da prorrogação. O goleiro espalmou um chute perigoso de Morgan Rogers. Três jogadores noruegueses ficaram parados. Bellingham não, e mandou a bola para o fundo da rede no rebote. E então tudo se resumiu à defesa, algo que essa seleção inglesa de repente parece adorar. Dan Burn afastou algumas bolas de cabeça. Jordan Pickford não precisou fazer nenhuma defesa. Rumo às semifinais, então — apesar das reclamações de Tuchel.
O GOAL analisa os vencedores e perdedores do Miami Stadium, enquanto a Inglaterra mais uma vez se esforçou ao máximo para garantir um confronto emocionante contra a Argentina em Atlanta na quarta-feira...






