No momento em que Ferran Torres mandou a bola no ângulo para conquistar a Copa do Mundo, ele passou a fazer parte de um dos grupos mais exclusivos do futebol. Apenas três outros homens vivos — Geoff Hurst, Andrés Iniesta e Mario Götze — marcaram o gol da vitória na prorrogação de uma final de Copa do Mundo. Só eles conhecem a euforia de conquistar o maior troféu do esporte no seu maior palco.
“Você também precisa conversar com [Andrés] Iniesta”, disse Götze ao GOAL, rindo, um mês antes de Torres adicionar seu nome àquela lista.
Mesmo agora, 12 anos depois, não passa um dia sequer sem que Götze seja questionado sobre seu próprio momento na Copa do Mundo de 2014. Isso aconteceu quando ele tinha 22 anos. Naquela noite no Brasil, Götze se tornou uma lenda. Naquela noite, ele marcou o gol mais importante de sua vida. Naquela noite, ele conquistou a Copa do Mundo para seu país contra a Argentina, o mesmo adversário que Torres acabara de derrotar com um gol sete minutos antes do gol de Götze, aos 113 minutos.
“Olhando para trás”, diz ele, “quer dizer, já faz 12 anos. Com o tempo, as coisas ficam um pouco mais vagas.”
No total, 497 homens já tiveram em mãos aquele grande troféu de ouro. Um novo grupo de 26 estrelas espanholas o ergueu no domingo, conquistando seu próprio lugar nesse clube histórico. Milhares tentaram e não conseguiram, enquanto milhões de crianças começaram sua jornada com a bola imaginando-se com o troféu da Copa do Mundo erguido acima de suas cabeças. A realidade é que pouquíssimas pessoas sabem como é essa sensação, e aquelas que sabem têm dificuldade em descrevê-la.
Isso porque a Copa do Mundo é mais do que um mero troféu. É um símbolo tanto de conquista quanto de esperança. É um unificador de países, uma declaração de sucesso e um momento na história. É muito mais do que um troféu de futebol; é um momento que muda a trajetória de vidas, tanto para aqueles em campo quanto para aqueles que assistem em casa. Todo mundo se lembra de onde estava quando viu seu time ganhar uma Copa do Mundo, e cada jogador que teve a sorte de erguer o troféu se lembra exatamente como foi a sensação no momento em que o sonho se tornou realidade.
“Quando você realmente, junto com seu time, ganha a Copa do Mundo, percebe que é algo que ficará com você pelo resto da vida”, diz Jurgen Klinsmann, campeão da Copa do Mundo de 1990 pela Alemanha Ocidental, aoGOAL. “Quando você é criança, fica sempre chutando a bola e imagina que um dia vai ganhar a Copa do Mundo, mas nunca consegue imaginar como é quando, um dia, você tem a chance de realmente ganhar a Copa do Mundo.”
Então, como é esse momento? Veja a seguir como a vida muda, nas palavras dos homens que conquistaram o maior troféu do mundo.






