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Argentina v Egypt: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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Acusações graves contra a FIFA! Após a dramática derrota para a Argentina, o Egito pede a exclusão do árbitro e fala em “discriminação”

A indignação no meio dos norte-africanos dirige-se, em especial, à própria FIFA, à qual se acusa de priorizar interesses comerciais em detrimento do fair play esportivo. Os dirigentes da federação egípcia não perderam tempo após o apito final e apresentaram uma reclamação oficial à federação mundial, com o objetivo de forçar uma investigação abrangente dos incidentes.

  • O que desencadeou o escândalo foram várias jogadas-chave polêmicas na fase final das oitavas de final, que evitaram que o time repleto de estrelas liderado por Lionel Messi fosse eliminado prematuramente do torneio. Em um comunicado oficial, citado pela mídia egípcia, a federação se pronunciou de forma contundente sobre o desempenho do árbitro francês. 

    “O árbitro francês cometeu graves erros de arbitragem e aplicou dois pesos e duas medidas, o que levou à derrota da seleção egípcia e à sua eliminação da Copa do Mundo”, afirma o comunicado. 

    O presidente da federação, Hany Abu Raida, critica explicitamente toda a equipe de arbitragem: “Abu Raida exigiu que o árbitro e sua equipe fossem totalmente excluídos da Copa do Mundo após uma investigação desses erros e a comprovação de que eles foram culpados de discriminação contra a seleção egípcia, causando assim sua derrota e eliminação do torneio.”

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    Acusações do Egito: “Eles querem que Messi continue no torneio”

    O técnico da seleção nacional, Hossam Hassan, também não escondeu sua raiva. Na coletiva de imprensa que se seguiu, o técnico de 59 anos partiu para um ataque verbal generalizado e falou abertamente sobre uma discriminação deliberada contra sua equipe, que havia levado o atual campeão à beira da derrota. 

    “Fomos melhores que o campeão mundial, mas o resultado foi influenciado por fatores internos e externos”, disse o técnico, frustrado. Hassan afirmou que a federação já havia manifestado preocupações quanto à escolha do árbitro antes mesmo do apito inicial: “Os argentinos exerceram pressão sobre o árbitro.” “Nós já tínhamos rejeitado o árbitro antes do jogo.”

    Para o técnico, o resultado estava diretamente relacionado aos interesses econômicos da FIFA. “Vou dizer o que penso — independentemente das consequências. Foi claramente uma partida manipulada, e o mundo inteiro viu isso”, bradou Hassan. 

    No centro da indignação egípcia estava um pênalti não marcado nos acréscimos, imediatamente antes do gol decisivo de 2 a 3 marcado pelo argentino Enzo Fernández aos 92 minutos. O gol teria sido precedido por uma falta em Hamdy Fathy na área dos sul-americanos. 

    “Um pênalti a nosso favor nem sequer foi analisado pelo VAR”, criticou Hassan. Além disso, já aos 58 minutos de jogo, um gol de Mostafa Ziko havia sido anulado aos egípcios “por quaisquer que sejam os motivos”. A conclusão de Hassan: “Se eles querem tanto que a Argentina vença, por que deixam todas as outras seleções participarem do torneio? Eles querem que Messi continue no torneio. Nós merecíamos a vitória, mas não recebemos respeito nem fair play. A vida é injusta, o mundo é injusto, mas por que não há justiça no futebol, no esporte? Fomos tratados injustamente.”

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    As decisões contra o Egito foram corretas? Veja o que dizem os especialistas

    As críticas veementes da delegação egípcia encontraram apoio técnico na Alemanha. Embora o especialista da MagentaTV, Patrick Ittrich, tenha considerado a anulação do gol de Ziko aos 58 minutos conforme às regras, ele avaliou a jogada decisiva que antecedeu o gol da vitória da Argentina de maneira totalmente diferente da equipe de arbitragem. “Para mim, e sou relativamente claro quanto a isso, isso é, na verdade, um pênalti”, disse o ex-árbitro da Bundesliga.

    O ex-árbitro da FIFA Manuel Gräfe se expressou de forma ainda mais contundente. O homem de 52 anos usou suas redes sociais para fazer um balanço crítico do desempenho dos árbitros da Copa do Mundo. “Não faz sentido. Mais uma vez nesta Copa do Mundo. Estou farto”, reclamou Gräfe, que acredita perceber um favoritismo sistemático em relação às grandes federações sul-americanas. “Alguns na FIFA devem achar que podem nos enganar, que somos burros demais, ou pensam: ‘Não importa, vamos fazer assim mesmo’.” Segundo o ex-árbitro, a indignação do azarão é totalmente compreensível: “Todo o Egito está furioso, e com razão.”

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  • O técnico da seleção egípcia está furioso

    Além das decisões equivocadas, Hassan também criticou, para concluir, as condições organizacionais. A partida das oitavas de final já havia começado na hora do almoço, o que causou incompreensão entre os norte-africanos. 

    “Quem marca um jogo para as 12h nunca jogou futebol. Os jogadores deveriam almoçar às 7h30?”, questionou o técnico. O conjunto desses acontecimentos deixa, na opinião de Hassan, um dano duradouro à imagem de todo o esporte: “Muitas coisas são questionáveis — dentro e fora de campo. Isso prejudica a credibilidade.”