A disputa pela organização da final da Copa do Mundo de 2030 entre Espanha e Marrocos está em um impasse; enquanto o país europeu insiste que a taça deve ser levantada em seu território, o Marrocos se apresenta como a alternativa mais adequada em termos de preparação, infraestrutura e a imagem que a FIFA deseja transmitir sobre o torneio.
Em segundo plano, uma série de incidentes racistas consecutivos nos estádios espanhóis levanta uma questão ética urgente: “É adequado conceder uma competição que reúne todas as etnias e cores a um país cujo histórico no combate ao racismo continua em aberto?”.
Desde que Vinícius Júnior exigiu que a Espanha perdesse a sede da Copa do Mundo caso a situação no combate ao racismo não melhorasse, a polêmica não cessa. Suas declarações foram recebidas na época com uma ampla campanha de críticas da mídia espanhola, antes que os incidentes dos últimos dias lhe dessem um respaldo prático na realidade.
Por outro lado, o Marrocos aproveitou a organização da Copa Africana das Nações de 2025 para apresentar uma imagem de estádios modernos, boa organização e uma mensagem de que a final histórica da Copa do Mundo de 2030 pode encontrar um lar seguro e moderno na margem sul do Mediterrâneo.
