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Marie-Louise EtaGetty Images
18 de ago. de 2026
Bundesliga
M. Eta
Union Berlin
Traduzido por

Agora as mulheres do Union Berlin: Marie-Louise Eta e sua próxima missão

O banho de aço da Bundesliga masculina endureceu Marie-Louise Eta. Seu período como técnica interina do nn, no qual a treinadora de 35 anos escreveu a história do futebol como pioneira, foi "marcado por pressão máxima e muitas influências externas". Embora agora as coisas estejam mais calmas ao seu redor, Eta pode se valer de todas essas vivências em seu novo trabalho no time feminino.

Especialmente em fases agitadas, como no início de sua missão entre os homens em abril, é "importante trabalhar bem em equipe, manter-se centrada e agir com clareza. Por isso, posso levar muitas experiências e momentos, tanto dentro quanto fora de campo, para a minha função atual", revelou Eta à kicker, antes de sua estreia na abertura da Bundesliga nesta sexta-feira (18h20/ZDF, MagentaTV e DAZN), contra o campeão Bayern de Munique.

As seis semanas em que Eta, como primeira técnica principal entre os homens, garantiu a permanência na liga e fez até a imprensa internacional ir à Alte Försterei por sua causa parecem mais distantes do que realmente são. Depois disso, Eta se tornou uma mulher requisitada, recebeu numerosos pedidos de entrevista e convites para eventos. "Foi incomum de repente estar no tapete vermelho sob uma chuva de flashes. Nunca aspirei a isso", disse ela ao Tagesspiegel.

Assim, primeiro veio as merecidas férias com o marido. Lá, ela gostava de jogar padel, praticar wakeboard ou simplesmente caminhar pela praia. Bem longe de toda a agitação, que ela também conseguiu deixar para trás rapidamente. Segundo Eta, ela "nunca olha para trás por muito tempo, porque tento tomar a melhor decisão possível em cada momento. E, desta vez também, o olhar voltou rapidamente para a frente". Afinal, uma grande tarefa a aguardava.

Eta deve conduzir a equipe feminina rumo ao futuro após a bem-sucedida temporada de estreia na Bundesliga, encerrada com um bom nono lugar. Um compromisso mais longo com os homens, como Eta e os dirigentes do clube sempre enfatizaram, nunca esteve nos planos desde o início — por lá, o suíço Mauro Lustrinelli já está no cargo. A ex-jogadora profissional Eta se dedicou completamente ao projeto no feminino e se mostra otimista.

"Queremos melhorar de qualquer forma. Também não precisamos ser modestos demais agora", disse ela ao falar sobre uma possível meta para a temporada, mas logo ponderou: "Acho que ainda é cedo demais para falar sobre qualquer colocação — e muito menos sobre a Champions League". Ainda assim, contratações como as das duas jogadoras da seleção Lisanne Gräwe e Jella Veit, do Eintracht Frankfurt, dizem muito.

O Union quer atacar sob o comando de Eta, como ela própria deixou transparecer. "Também queremos olhar para cima e incomodar uma ou outra equipe já estabelecida da Bundesliga", afirmou. Talvez já nesta sexta-feira contra o Bayern, liderado pela estrela Klara Bühl? "Queremos", disse Eta, "dificultar ao máximo para elas, chegar ao nosso limite e entrar em cada jogo para vencê-lo". No futebol, seja entre os homens ou entre as mulheres, é sempre assim.