Luan: temporada 2017 é um divisor de águas para o "Messi" tricolor

Por Adam Escada

"O Grêmio sem Luan é como o Barcelona sem Messi". Foi assim que Renato Gaúcho descreveu a importância do camisa 7 do tricolor gaúcho. Sem o veterano Douglas, lesionado, Luan virou o "cérebro" do Grêmio em 2017 e se consolidou como um dos melhores jogadores do Brasil na atualidade.

Após ser usado como um falso nove na última temporada, Luan foi deslocado para o meio, recebendo a responsabilidade de criar as jogadas do time de Renato Gaúcho. E a aposta deu certo. O camisa 7 se aprimorou no que atualmente é uma das atribuições que mais o difere dos demais: a capacidade de movimentar-se entre as linhas do sistema defensivo adversário.

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"O Luan é o melhor jogador do Brasil na atualidade. Precisa falar mais alguma coisa? O que mudaria no Barcelona sem o Messi? Cada um na sua proporção, mas a importância dele para o Grêmio dá para se ver nos números e é fundamental. Na minha opinião, ele é o melhor jogador do Brasil."

Renato Portaluppi, técnico do Grêmio

A intensa movimentação de Luan, flutuando em todas as partes do campo, faz com que o Grêmio se torne uma engrenagem inteligente que funciona e gira de acordo com a movimentação do camisa 7: ele disputou 20 jogos no Brasileirão, marcando 6 gols, distribuindo sete assistências e criando um total de 38 chances para os companheiros. No entanto, o que mais chama a atenção é a sua precisão nos passes (84%).

Com equipes europeias de olho no seu futebol, o camisa 7 recusou propostas e renovou o seu contrato com o Grêmio até 2020, mostrando que está de olho em uma das últimas vagas na Seleção de Tite para a Copa do Mundo de 2018.

Depois da conquista da Copa Libertadores, onde foi eleito o melhor jogador da competição, e a menção no Prêmio Goal Brasil, não é difícil imaginar o quão longe "Luanel Messi" pode chegar.