Guilherme Arana: do Terrão para o hepta corintiano, com louvor

Por Tauan Ambrosio

Equilíbrio, a palavra fundamental para avaliar um bom lateral. Afinal de contas, ainda que no futebol moderno o defensor precise saber sair jogando com habilidade e os atacantes sejam, cada vez mais, responsáveis pelo primeiro combate, o lateral tem como grande missão ter o máximo de efetividade nestes dois momentos do jogo. Principalmente no Brasil, berço de grandes laterais ofensivos.

No Brasileirão 2017, Guilherme Arana demonstrou esse equilíbrio no caminho rumo ao título incontestável do Corinthians. Com apenas 20 anos, o camisa 13 não lidera nas melhores estatísticas ofensivas ou defensivas do Timão nesta Série A... mas está sempre entre os melhores. Por isso foi titular incontestável na escalação de Fábio Carille.

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"Tem tudo para se dar muito bem, muita personalidade, muito a crescer, é muito interessado. Eu falava quando ele tinha 18 anos que parecia ter 25 anos (...)
Quando voltou da Seleção Sub-20, disse que seria titular. Pegou a camisa e vestiu"

Fábio Carille, técnico do Corinthians

Dos 38 jogos da campanha do título brasileiro, Arana esteve em campo 32 vezes, todas como titular, sendo um dos atletas com mais minutos de participação na sétima conquista do clube do Parque São Jorge. Suas quatro assistências contribuíram para três vitórias e os dois gols anotados levaram o Timão a outros dois triunfos – inclusive sobre o arquirrival Palmeiras.

É exatamente a habilidade com a bola no pé que, aliado ao comprometimento tático, fizeram deste jovem paulistano o maior lateral-esquerdo de 2017. O Prêmio Goal Brasil coroa um ano espetacular, que também pode ser o último de Arana no futebol nacional durante um bom tempo, já que o corintiano está próximo de acertar a sua ida para o futebol espanhol.