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Cosmos pronto para ‘reiniciar’ na NASL

Cosmos pronto para ‘reiniciar’ na NASL

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Não chame isso de retorno!

Não chame isso de retorno!

Esta é a mensagem na página inicial do site oficial do New York Cosmos, enquanto a famosa equipe americana prepara seu retorno às competições pela primeira vez desde 1984. “Reiniciar” é a expressão que o Cosmos oficialmente prefere usar para a ressurreição de uma das mais reconhecidas marcas no mundo do esporte das décadas de 70 e 80, dias em que lendas do esporte como Pelé, Franz Beckenbauer, Carlos Alberto e Giorgio Chinaglia vestiram a icônica camisa branca.

Adiante quatro décadas e o Cosmos está se preparando para sua segunda chegada, agora que o time retorna para a North American Soccer League (NASL) diante do Fort Lauderdale Strikers no próximo dia 3 de agosto. O Cosmos vai ao campo completo com uma nova estrela, o ex-meiocampista da Seleção Espanhola, o brasileiro Marcos Senna. O Chefe de Operações Erik Stover afirma que o clube  está curtindo a oportunidade de entrar na competição graças ao crescente mercado do futebol em Nova York.

“É óbvio que o Cosmos é um clube muito importante na história do futebol nos Estados Unidos.” disse Stover à SportBusiness International. “Os sentimentos positivos pelo clube nos anos 70 e 80 ainda ecoam pelos arredores de Nova York, então, a hora (de retornar) sempre foi certa. Eu acredito que a diferença agora é que nós temos os proprietários certos para ter certeza que isso aconteça da maneira correta. Seamus O’Brien (Presidente) tem vasta experiência em marketing esportivo, desenvolvimento de negócios, acordos de patrocínio e parceria e direitos de mídia. Ter este tipo de experiência no topo da sua organização é excelente e os parceiros tem o recurso financeiro para que essa grande visão se concretize. Essas duas coisas juntas fazem com que esta seja a oportunidade perfeita.”

O Cosmos iniciou as atividades em 1971, passando 14 temporadas na primeira versão da NASL, vencendo cinco Soccer Bowls. O empresário inglês Paul Kemsley liderou um consórcio que em 2010 ressucitou a franquia com o objetivo garantir uma equipe na expansão da MLS. No entanto, em outubro de 2011 o Cosmos anunciou a demissão do Presidente Kemsley em meio a relatos de uma grande reestruturação do clube.

O fato levou os investidores da Sela Sport, da Arábia Saudita, a assegurarem o controle total do clube no mês seguinte com a chegada de O’Brien, fundador e executivo de marketing esportivo, mídia e gestão de evento na Ásia da World Sport Group. Em julho de 2012, o Cosmos anunciou que o time se juntaria à NASL na temporada de 2013 e Stover está mirando duas iniciativas centrais para o reinício.

Ele afirmou: “O mais importante é que somos bem sucedidos dentro do campo. Todos dizem que seja lá o esporte em que vc estiver, principalmente em Nova York, você tem que vencer. Há muita curiosidade e expectativa sobre o nós. As pessoas se lembram dos dias de Pelé e Beckenbauer. Certamente não estamos iniciando neste mesmo nível, se jogarmos um futebol atraente e vencermos jogos isso ajudará a trazer as pessoas. Este é o segundo item mais importante – ter um bom público. Nós estamos em Nova York e a competição é muito acirrada. Nós não esperamos lotar o estádio em todos os jogos, mas nós temos que construir nosso mercado de novo e será difícil. Mas se fizermos direito isso vai empurrar nosso conhecimento de púbico.”

O Hofstra Stadium, com capacidade para 15 mil pessoas no campus da Universidade Hofstra em Hempstead, Nova York, vai ser o lugar que o Cosmos inicialmente chamará de casa. No entanto, o clube apresentou em janeiro uma proposta para o desenvolvimento de um complexo de estádio de US$400 milhões totalmente através de financiamento privado. Junto com um estádio para 25 mil pessoas, o projeto no autódromo Belmont Park, ao leste da cidade de Nova York, também inclui uma praça de alimentação com nove novos restaurantes, aproximadamente 75 mil metros quadrados de espaço para lojas, um hotel com 175 quartos e uma área de cerca de 4.3 acres p ara o desenvolvimento de um parque público para a comunidade local. A proposta do Cosmos é uma das que estão sendo consideradas pelo Estado de Nova York para o uso da área, mas Stover acredita que sua característica multi uso é fundamental, enquanto aguarda a aprovação para início em 2014.

O mais importante é que é desenvolvido para uso múltiplo,” disso Stover. “Muitos economistas criticarão o estádio por não ser um grande motor econômica em uma comunidade, porque o estádio, por si só, é somente o dinheiro de eventos e entretenimento redirecionado. Então eles dirão que um estádio não é um grande impulso para a economia local, além de receber grandes eventos como um All Star Game ou, por exemplo, Manchester United vindo para os Estados Unidos., estes eventos trariam algum dinheiro para a região. Para este desenvolvimento haverá um hotel, restaurantes e um shopping que estarão abertos 365 dias por ano e criarão empregos reais, trazendo pessoas para a comunidade. Então, achamos que não estamos trazendo somente o esporte profissional para Long Island, mas também estamos fornecendo um motor econômico que irá atravessar os anos.”

O Cosmos irá voltar para um cenário americano de futebol que mudou dramaticamente, desde que fez sua despedida em 1984. Sozinhos em Nova York, o Red Bulls está fortemente estabelecido, sendo um dos membros fundadores da MLS em 1996, enquanto a formação do New York City F.C. lança na jogada proprietários ‘pesos pesados’, o Manchester City e o New York Yankees. O 20º clube da MLS espera estar jogando em 2015, criando três times de futebol em Nova York e, potencialmente, três estádios. Isto levanta a questão: o mercado de Nova York consegue sustentar tudo isso? Stover está convencido de que pode.

Ele afirmou: “Para nós, queremos somente construir um bom clube. Um que as pessoas possam se orgulhar e apoiar.Um clube verdadeiro que possa percorre o caminho que os melhores clubes estão percorrendo no mundo. Achamos que podemos fazer isso melhor e mais rápido na North American Soccer League. A competição é por nós bem vinda e queremos a oportunidade jogar com o Red Bulls ou o New York City. Nós acreditamos que estrutura deste esporte em particular permite isso. Neste país nós temos a Copa US Open e temos a oportunidade de jogar contra as equipes da MLS. Se vencermos este campeonato podemos seguir em frente e jogar Liga dos Campeões da CONCACAF. Não vemos a NASL como segunda divisão. Acreditamos que há uma oportunidade para nossa liga se tornar tão grande quanto a MSL. Deste ponto de vista, construindo um bom clube e querendo competir, nós damos as boas vindas a todos os clubes que Nova York puder lidar.

 

Este artigo é de Rob Ridley, jornalista freelancer especializado no negócio global do esporte. Para mais detalhes sobre o retorno do New York Cosmos, veja a edição de agosto da revista SportBusiness International.

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