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A ferida que não cicatrizou: a maior derrota do futebol brasileiro reflete até hoje, dois anos depois daquela semifinal da Copa do Mundo

Há dois anos o futebol brasileiro vivia talvez o maior pesadelo de sua história. A derrota por 7 a 1 diante da Alemanhã na Copa do Mundo de 2014 é uma ferida que não cicatriza.
 
Neste momento, a Seleção Olímpica está treinando nas dependências do Flamengo de olho na decisão da Olimpíada do Rio neste sábado (20), às 17h30, no Maracanã - o rival é a mesma Alemanha. 

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De lá pra cá o muita coisa mudou no futebol brasileiro, mas nada mudou ao mesmo tempo. Vilões foram apontados e pouco a pouco afastados da Seleção Brasileira. Como Thiago Silva, que nem esteve em campo na derrota, David Luiz, Fred, Bernard entre outros.
 

(Foto: Getty Images)
 
Felipão foi demitido e deu lugar ao retorno do técnico Dunga. A ideia, assim como no primeiro trabalho do treinador, era resgatar o amor a camisa. Mas os trabalhos ruins na Copa América de 2015, nas Eliminatórias e na Copa América Centenário não o permitiram continuar.
 

(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)
 
Nesse meio tempo muitas soluções foram discutidas mas nada efetivo. Desde então o torcedor brasileiro entrou em "pé de guerra" com a Seleção.  E exige jogadores que demonstrem mais amor à camisa, como nos tempos românticos. 
 
A frase "todo dia é um 7 a 1 diferente" entrou no vocabulário do torcedor e é usada em diferentes situações do cotidiado e não só do futebol. É utilizada para traduzir basicamente uma situação de vergonha e desastre.
 
As discussões em cima do que é preciso fazer para que esse tipo de derrota não se repita jamais é assunto todos os dias. Investimentos nas categorias de base é um ponto bastante abordado.
 

(Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
 
Outro fator que é quase despercebido, mas vem mudando no futebol brasileiro é o perfil do treinador. De dois anos para cá os técnicos passaram a falar mais abertamente sobre a necessidade de aperfeiçoamento. Alguns procuram a Europa para estudar e experimentar novos métodos.
 
O técnico "medalhão" tem sido cada vez mais afastado dos grandes clubes do futebol brasileiro. Um exemplo disso é a tabela do Brasileirão que entre os seis primeiros colocados, apenas Marcelo Oliveira, que começou a carreira há pouco mais de dez anos, foi campeão brasileiro.
 

(Foto: Washington Alves / Cruzeiro)
 
Nomes como Vanderlei Luxemburgo, Felipão, Muricy Ramalho, Abel Braga, Joel Santanta e etc não são mais prioridades dos clubes. 
 
Quando o próprio Muricy deixou o Flamengo por problemas de saúde, o clube relutou muito para não contratar Abel Braga. Assim como recentemente o São Paulo ficou sem treinador e preferiu apostar em Ricardo Gomes do que trazer Vanderlei Luxemburgo.
 
Dentre os seis primeiros colocados, o nome mais promisor é o de Roger Machado, do Grêmio, que começou a carreira de técnico há 3 anos e vem fazendo um grande trabalho. Roger tem apenas 41 anos e à frente do Tricolor Gaúcho tem montado um time competitivo em todos os campeonatos que disputa.
 

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)
 
Mesmo que lentamente, o futebol brasileiro estej mudando e desta vez diante da Alemanha pela final da Olimpíada do Rio a chance de um novo 7 a 1 se repetir contra os brasileiros é praticamente zero. 
 
Os jovens valores desta Seleção Olímpica são vistos com bons olhos para muito em breve já se tornarem a base da Seleção principal. Desde a geração que disputou a Copa do Mundo de 2006 o Brasil não tinha tantos talentos. 
 

(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)
 
É possível que nesta segunda-feira(22), quando Tite anunciar a lista de convocados para as Eliminatórias, pelo menos seis atletas que disputarão a final olímpica estejam presentes.
 
Apesar disso as mudanças ainda são muito poucas diante daquilo que é necessário para que o Brasil volte a ser o grande campeão que é. Existe uma grande esperança em Tite não só pelo belíssimo trabalho que fez nos últimos anos mas pelo coração que ele coloca naquilo que faz.
 

(Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press)
 
A chegada dele é uma cartada para reaproximar o torcedor da Seleção, o que pode acontecer já neste sábado caso os meninos conquistem a medalha inédita. O cenário não poderia ser melhor, um duelo contra a Alemanha, no Maracanã, mesmo que não seja uma "revanche" será bom para o ego dos torcedores.
 
O Brasil encara a Alemanha neste sábado(20), às 17h30, no Maracanã. Em caso de vitória a Seleção conquistará o primeiro ouro olimpíco de sua história.