Gilette Brasil Global Tour

Com a volta do ex-capitão ao comando da seleção, Dunga ganha uma nova chance de escrever sua história como treinador do Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mira o futuro com um pé no passado após a confirmação nesta terça-feira do retorno do capitão do tetra, Dunga, ao cargo de treinador da equipe.

A seleção brasileira passa por um processo de reformulação após a fatídica derrota por 7-1 para a Alemanha, que custou a eliminação da Copa do Mundo de 2014 e a saída de Luiz Felipe Scolari e de toda a sua comissão técnica.

O presidente da CBF José Maria Marin deu o primeiro passo rumo aos novos desafios da seleção chamando o ex-goleiro e campeão mundial Gilmar Rinaldi para assumir o cargo de Coordenador de Seleções. Com a missão de disputar e, se possível, conquistar a Copa América de 2015, além dos jogos das eliminatórias, nada melhor que o estilo disciplinador de Dunga para arrumar a casa.

O ídolo da geração de 1994, volta ao posto com o objetivo de apagar a frustração pela derrota contra a Holanda na Copa da África do Sul em 2010.

A Gillette Brasil Global Tour relembra alguns momentos da primeira passagem de Dunga pela seleção.

DO MEU JEITO OU DE JEITO NENHUM


Dunga assumiu a seleção em 2006 após a saída de Parreira. O Brasil cabara de ser eliminado da Copa após perder por 1-0 para a a seleção da França nas quartas de final do torneio. "A escolha de Dunga satisfaz o desejo de todos os brasileiros que querem um técnico mais vibrante", disse na época o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Dunga tinha intenção de voltar a vencer com a mesma determinação que ele demonstrava quando jogava pelo Brasil. "Quero trazer a mesma determinação que eu tinha quando jogava", disse à imprensa. "Motivação e desejo de ganhar são fundamentais para qualquer um que vista a camisa da seleção brasileira".

A ESTRÉIA EM OSLO


Dunga fez sua estréia em um amistoso contra a Noruega, em Oslo, empatando em 1-1 no estádio Ullevaal. Dunga fez uma série de experimentos, tirando do time Ronaldinho, Kaka e Ronaldo. Perdeu boa parte da partida quando Morten Gamst Pedersen acertou um forte chute sem chances para o goleiro Gomes. Daniel Carvalho empatou a cinco minutos do final. No segundo jogo, a seleção obteve uma vitória importante contra a Argentina por 3-0 com boa participação de Kaka.

O REI DAS AMERICAS


Uma mudança no calendário da Conmebol fez com que a Copa America 2007 apresentasse suas melhores estrelas. Com as eliminatórias prestes a começar, houve pouco tempo para grandes experimentações. Contudo, as maiores estrelas da seleção ficaram de fora. Astros como Dida, Roberto Carlos, Kaka, Adriano, Ronaldo e Ronaldinho. A seleção começou o torneio perdendo de 2-0 para o México, mas Dunga mexeu no time e pela primeira vez o mundo do futebol pode ver o estilo de forte contra-ataque que destruiria a Argentina na final por 3-0. Robinho foi a estrela do torneio com seis gols.

BRONZE EM BEIJING


Ganhador da medalha de prata, Dunga foia a China tentando quebrar o maior tabu brasileiro: o de nunca ter conquistado a medalha de ouro em jogos olímpicos. A etapa de classificação teve apenas duas vitórias em seis jogos. Mas com 12 classificados, a seleção ainda tinha chances de vencer. Ronadlinho foi convocaod para ser um dos jogadores acima de 23 anos com a missão de liderar o time. Mas o time avcabou caindo diante da Argentina. O penalti de Juan Roman Riquelme penalty selou a vitória de 3-0 dos hermanos, que tinham ainda na equipe nomes como Javier Mascherano, Angel Di Maria, Sergio Aguero e Lionel Messi.

 A VOLTA POR CIMA COM A COPA DAS CONFEDERAÇÕES


O próximo torneio de Dunga foi a Copa das Confederações em 2009. O treinador não estava disposto a pegar levar e o treinador levou artilharia pesada para o torneio. Ronaldinho ficou fora da convocação após problemas com o Milan e coube a Kaka liderar a equipe. Depois de vitórias contra o Egito, Estados Unidos e Itália e uma derrota por 1-0 contra a África do Sul, a seleção foi surpreendida pelos Estados Unidos, que derrotaram a Espanha por 2-0. Na final, os americanos abriram 2-0 contra os brasileiros, mas no segundo tempo, Dunga virou a partida e a seleção conseguiu uma inacreditável vitória por 3-2, com o capitão Lucio marcando gol de cabeça aos 38 minutos do segundo tempo. Era o terceiro título da seleção na Copa das Confederações.

DUNGA GANHA RESPEITO NAS ELIMINATÓRIAS


A seleção brasileira ganhou fôlego nas Eliminatórias perdendo apenas dois jogos em 18 partidas. A vitória por 3-1 sobre a A rgentina foi o melhor momento do time no torneio, quando o Brasil mostrou um jogo forte.  Com Gilberto Silva e Felipe Melo protegendo o meio-campo, Dunga acertou o esquema 4-3-3, com Robinho no ataque ao lado de Luis Fabiano. Kaka jogava um pouco mais atrás, fazendo a ligação entre meio-campo e ataque. O meio campo também tinha o reforço do lateral Maicon, que jogava de forma bem ofensiva. Enfim, Dunga havia achado o time.

DERROTA CONTRA A HOLANDA E O FIM DA COPA


A seleção brasileira chegou a África do Sul tendo de enfrentar a Coréia do Sul e a Costa do Marfim. Depois de uma passagem tranquila pela fase de classificação, a seleção venceu o tradicional adversário Chile por 3-0 e entrou confiante nas quartas de final. O time começou bem, abrindo o placar com Robinho, mas após falha de Julio Cesar, a Holanda empatou e Wesley Sneijder, com dois gols de cabeça, selou a derrota da seleção. O sonho de Dunga chegava ao fim.