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Cidade serrana do Rio de Janeiro hospedou o time canarinho pela primeira vez antes da Copa de 1966

Não é de hoje que a Seleção Brasileira se sente em casa em Teresópolis. A relação do time canarinho com a cidade serrana do Rio de Janeiro começou um pouco antes da Copa do Mundo de 1966, quando os jogadores ficaram concentrados no Hotel Pinheiros, localizado no bairro Quebra Frascos. Nesse espaço de tempo, muita coisa mudou, a começar pela proximidade entre jogadores e atletas.

Atualmente, conseguir chegar perto dos jogadores é um verdadeiro desafio para os torcedores. Com o intuito de evitar qualquer problema durante o período de trabalhos da Seleção para o Mundial no Brasil, foi armado um forte esquema de segurança no entorno da Granja Comary. Só moradores, convidados de patrocinadores e profissionais da CBF e da imprensa estão autorizados a entrar no local.

Tudo muito diferente do que aconteceu durante a preparação do Brasil para a Copa de 1966. Naquela época, os treinos da equipe em um campo da Granja Comary, oferecido pela família Guinle, e no estádio do Teresópolis FC, que atualmente disputa a Série C do Campeonato Carioca, eram conferidos pelos torcedores.

“Meu pai me levou para assistir o treino no estádio do Teresópolis. Ficava cheio de gente. É muito diferente do que acontece hoje. Meu neto foi (na Granja Comary) e disse que não conseguiu passar do portão de entrada. Uma pena...”, afirmou Romualdo Cerqueira dos Santos, de 81 anos.

Concentrados no Hotel Pinheiros, que atualmente encontra-se desativado, os jogadores da época aproveitavam as horas de folga para passear pelas ruas Teresópolis.

“Os jogadores vinham passear e dar autógrafos aqui na região do Hotel Várzea. O Pelé só vi de longe, mas consegui conversar com o Garrincha e o Tostão por duas vezes. O ‘homem das pernas tortas’ era muito gente boa”, recorda Sérgio Ferreira de Andrade, de 85 anos.

Assim como em 1966, a Seleção voltou a ficar concentrada no Hotel Pinheiros antes da Copa de 1978. Sérgio lembra que naquela época os atletas ainda tinham liberdade para andar pela cidade.

“Lembro-me de ter visto o Zico e Rivellino conversando com os torcedores alguns anos depois durante a preparação aqui na cidade para Copa de 78”, disse.